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sexta-feira, 10 de março de 2017

Coreia do Sul, modelo de democracia!

A Coreia do Sul, décadas atrás, apresentava um grau econômico bem inferior ao Brasil, quando o País asiático promoveu uma pacífica revolução no ensino público. Alguns anos depois passou a colher os frutos desse programa adotado pelo governo e acolhido por sua população. Todos sabemos que a Coreia do Sul vive em constante tensão com seu vizinho Coreia do Norte, face o  "estado de guerra" desde a década de 50 (?). Ainda assim obteve um desenvolvimento surpreendente, superando o Brasil em muitas casas de zero. Agora, por ocasião do impeachment de sua presidente (a) Park Geun-hie, dá uma aula sobre respeito às regras de um autêntico Regime Democrático. Lá, como cá, a primeira mulher a governar o País cometeu alguns "malfeitos" - homenagem ao "petismo" - e, após o devido processo legal, foi defenestrada do poder. Ao contrário dos brasileiros, os coreanos do sul saíram às ruas, alguns comemorando outros  protestando, mas não li e nem ouvi ninguém falar em "golpe", tampouco  em "misoginia". Não houve "fatiamento" da decisão do Congresso e a Corte Constitucional, instada a se manifestar, no dia seguinte referendava a decisão política. Dentro de breve espaço temporal, haverá nova eleição para Presidente da República. Comparsas da ex-presidente, envolvidos nos crimes ( lá, não se fala em "erros" ou "malfeitos" ) já estão presos - Park deve encontrar o mesmo destino. Podemos até não tolerar  a ocorrência de duas mortes durante as manifestações, mas  haveremos de sentir uma dose de inveja do País Asiático e sonhar um dia alcançar um nível parecido de Democracia. Simples, não ? Cumprir as regras e responsabilizar quem as desrespeite!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Virtude ou Defeito?

Todo mundo já percebeu que o Brasil vive um momento - não sei dizer se importante ou simplesmente um período turbulento, em geral, deixam marcas indeléveis - de rearrumação das forças políticas. A meu ver o último período  com essas características aconteceu em 1954, situações que antecederam o suicídio do presidente Getúlio Vargas - e início governo Juscelino Kubitschek. As forças políticas esgarçadas e desmoralizadas pela corrupção, patrimonialismo e desapego com o interesse público; a imprensa manietada por interesses escusos, impregnada ideologicamente e desencorajada de exercer o seu papel num ambiente democrático; e o Povo ? Ah o povo, como na antiga musiquinha, caminha com a cabeça baixa, sem condições de perceber  as armadilhas (e artimanhas) que os líderes de plantão implantam em cada curva da estrada. Nesta quadra da vida nacional, novamente deparamos com uma dessas encruzilhadas, onde o Poder Executivo chefiado por um governo inapetente, sem condições de nos apontar um norte seguro, aturdido por ações, digamos: equivocadas, para não dizer deletérias e impróprias. Enquanto o Poder Judiciário se perde no corporativismo e não consegue oferecer, tampouco distribuir justiça de qualidade, tateia apenas em algumas escaramuças para a qual é levado por outras corporações.Mas é no Poder Legislativo onde encontramos a maior dúvida e que dá nome ao texto - vislumbro ser um reflexo do sentimento das ruas. Ali os parlamentares acabaram de eleger dois personagens reconhecidamente integrados ao que há de pior na política brasileira - ambos traçaram uma vida parlamentar sustentada pelo patrimonialismo, sempre mamando nas tetas do governo e amparados pelas volumosas doações eleitorais. Agora, não mais que de repente, assumem ares de vestais e acabam induzindo a maioria das casas que dirigem a impor reveses ao Poder Executivo - ainda não dá para identificar se essas ações são à vero ou... - aproveitando da sua fragilidade político / administrativa. A virtude que norteia os sentimentos e ações da maioria das pessoas não aparecem com frequência no âmbito do parlamento, raramente encontramos entre seus integrantes pessoas virtuosas de caráter e conduta. Na maioria dos casos, o que denotam são defeitos de toda espécie. Até mesmo de postura no  dia a dia do parlamento. E também na vida particular. Sugerem que simplesmente buscam o mandato parlamentar para se arrumarem financeiramente - que se dane o interesse público. Não se constrangem de mentir e prometer aos eleitores coisas e situações que não poderão cumprir. Assim, não sabemos onde vai dar essa revoada de aparente boas intenções Será que foram despertados para  virtu sugerida por Maquiavel ou apenas assistimos, mais uma vez, a desfaçatez e a dissimulação, como defeitos de caráter!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Trabalho de equipe ou aparelhamento?

Já não se discute mais o aparelhamento dos últimos governos do país. A sequência de escândalos envolvendo servidores de escalões superiores - alguns vizinhos do Gabinete Presidencial - de per si demonstram o "mar de lama" que permeia a Administração Pública Federal. Primeiro foi o Chefe da Casa Civil que organizou e comandou a "quadrilha de mensaleiros" -  agora condenado pelo STF, apesar das negativas, esperneio  e pressão manifestadas pela  alta cúpula do nosso "PRI". Depois a "colaboradora de confiança" da atual Presidente da República (ou presidenta, como gostam de dizer seus áulicos) a quem confiou a Casa Civil quando se afastou para candidatar-se. Não esqueçamos dos "malfeitos" - eufemismo utilizado pelo governo para tratar da corrupção em seu quintal - nos Ministérios do Transportes, Esporte, Turismo, Saúde e outros - difícil saber em que área não grassou essa "erva daninha" e lamentar que nossos governantes continuam a afirmar desconhecer as falcatruas. Atualmente, veio a público o envolvimento da chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo - pelo que indica as revelações da PF, trata-se de "chefe de quadrilha" com ramificações na alta cúpula do poder central - ainda não se pode mensurar o alcance desse último escândalo. A dúvida que paira e também não esclarecida é saber até que ponto o governo e a administração federal estão contaminados com esses acalentados "malfeitos". O certo é que o nosso "PRI" está a criar uma "nova Casta" na sociedade brasileira - e não se trata da festejada "classe média".  Reconhecidamente essa "elite" está sendo montada nos escaninhos da Administração Federal, constituída por apaniguados de sucessivos governos petistas - como é caso desses "irmãos Vieira". Sem pudor ou qualquer tipo de medida, com total ausência de escrúpulos, desprovidos de valores éticos e desprezo pelo dinheiro público. Resta indignar-se, torcer e esperar que ainda assistiremos a ".... volta da aroeira ..." , na forma de cobrança política ou judicial que um dia advir. Acalenta-nos saber que o STF já sinalizou que essa cobrança é possível!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mensalão - a quem interessou

A discussão é oportuna - e foi o PT quem a provocou. A estratégia é antiga - quando acuado,  o petismo tenta se igualar aos demais partidos políticos. Ao tentar escamotear  "mensalão", argumentou que todos se utilizavam do "caixa-2" nas campanhas políticas. Agora propaga  que o "mensalão" começou em Minas Gerais, durante a campanha "tucana" para o governo estadual - coincidentemente, a acusação foi feita pelo mesmo publicitário que serviu ao PT. Oportuno lembrar aos petistas que em Minas Gerais o chefe do poder executivo foi apontado como principal interessado na compra de votos e responde ao  processo - ainda não julgado. Pelo menos por ora, não se tem notícia que o chefe do executivo federal, à época dos fatos, cujo governo foi beneficiado com a "compra de votos" no parlamento, ainda não foi convidado a explicar-se perante a Justiça. Espera-se que a isonomia reclamada pelo petismo seja reconhecida e seu grão-mestre, tal qual o "mensaleiro mineiro", no momento oportuno, venha a ser chamado a prestar conta e defender-se, como os demais envolvidos.

Lider de audiência!

Não se trata do livro de Walter Clark, mas sim das transmissões "ao vivo" das sessões do Supremo Tribunal Federal que nas últimas semanas cuida do julgamento da Ação nº 470 - não se deve  proferir o termo "mensalão" para não ferir suscetibilidades. Enquanto nossos craques, na música, letras e esportes, por razões mais variadas  já não conseguem mais despertar o interesse da população, surpreendentemente o povo elegeu seus novos heróis - de repente Joaquim Barbosa, Fux, Carmen Lúcia, Marco Aurélio, Rosa Weber, Ayres Brito, Gilmar Mendes, tornaram-se pessoas  do nosso convívio. Simplesmente por encarnarem o perfil de julgadores que todos nós desenhamos e através de seus votos refletirem as nossas expectativas de justiça. Definitivamente perderam
aquela aura de figuras emblemáticas, que julgavam segundo entendimentos distantes da nossa compreensão. Agora não: tornaram-se nossos servidores leais, cujos atos e ações estão a encarnar os valores e regras que sempre obedecemos e transmitimos a nossos filhos - muitas vezes sem consonância com aquilo que vivenciavam na sociedade. Definitivamente tornaram-se  nossos heróis e exemplos de comportamento que haverá de servir de parâmetro para o futuro desta nação. Regozijo-me ao ouvir dos sitiantes vizinhos, caboclos da melhor qualidade, comentários sobre o andamento desse julgamento, já não
duvidam mais que muitos acusados serão realmente presos e como qualquer pessoa do povo que cometa crime reiteradamente, cumprirão as penas encarcerados - não é sinal dos tempos, mas sintonia do STF, primeiro com a prova dos autos e depois com o anseio popular.

sábado, 1 de setembro de 2012

Mensalão oficializado

Nossas homenagens ao STF - condenações de mensaleiros e seus patrocinadores não só redimem o Brasil, como também lavam nossa alma. Contudo, nos parece que os métodos agora definitivamente desnudados (compra de parlamentares) acabaram oficializados através das emendas "ditas parlamentares" - mais correto seria dizer "particulares" - por servirem exclusivamente a seus interesses  eleitorais e não ao país. Não é à toa que o governo petista costuma liberá-las a macheias (sic) nas vésperas de votações de seu interesse no Congresso Nacional. Chegam ao cúmulo de estabelecer limites ou teto ao valor dessas emendas - como se fossem realmente compra ou retribuição de favores prestados. O momento dessa negociações é agora, por ocasião da elaboração e discussão do orçamento do próximo exercício - o número de cada bancada e sua fidelidade ao governo é que farão estabelecer o montante de emendas que caberá a cada um de seus parlamentares. Como de praxe acontece em negociações desse tipo, raramente essas emendas atenderão o interesse público - o vício de sua origem, em geral, a fará transformar em moeada de troca com os patrocinadores de campanhas eleitorais.Felizmente, já podemos apontar esse tipo de maracutaia, sem cometer injustiça!

sábado, 14 de abril de 2012

Cachoeira vem de longe - faltou investigação!

A intimidade de "Cachoeira" com o poder vem de longe - quem não se lembra do vídeo onde ele negociava propina com Waldomiro Diniz? Não custa lembrar que o fato ocorreu durante o primeiro governo petista - e o fato já revelava, nada mais nada menos, seu acesso à Casa Civil, onde reinava o então "capitão do time". Então nenhuma estranheza sobre a proximidade do "banqueiro" com o mundo político. Talvez, na época, tenha faltado disposição para aprofundar as investigações em direção a Goiás - preferiram desviar o foco para Minas Gerais, onde surgia acusação contra um tucano plumado. Agora, a CPMI de iniciativa do petismo novamente tem interesse em "embaralhar o jogo" - mais uma vez busca nivelar seus criminosos com os demais infratores. Por certo, devem contar com o silêncio de "Cachoeira", que tem a escudá-lo, na condição de defensor, o ex-ministro da justiça petista - acreditando poder repetir o depoimento do publicitário Mendonça na CPMI do Mensalão. Lembram-se?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Estudantes, massa de manobra petista

Evidente que o Governo do Distrito Federal haverá de ser defenestrado e a corja que o tomou de "assalto" exemplarmente punida. Agora, a invasão das Assembleia Distrital e a tomada de suas instalações por um grupo de estudantes, está se traduzindo em mais uma panaceia petista. É sabido que os deputados petistas, após o escândalo, aproveitando o vazio deixado pelos parlamentares envolvidos, acabaram se assenhoreando do Poder Legislativo do DF. Com isso, permitiram que um pequeno grupo de estudantes invadissem - parece que foram convidados a entrar. Depois, também a convite de uma deputada petista, deixaram o recinto, permitindo que os pedidos de impeachment fossem lidos da tribuna. Após a sessão, novamente foi lhes franqueada as instalações da Assembléia Distrital - sem que houvesse qualquer resistência ou defesa do patrimônio público. Curiosamente, mesmo com ordem judicial para sua desocupação, os deputados petistas resistem em manter o prédio do parlamento ocupado.Com isso, fica patente o uso dos estudantes, como massa de manobra para manter o clima de indignação e favorável à instalação do processo de impechtmant do governador e, se possível, do seu vice. Talvez assim, um desses deputados acaba se instalando no Governo do Distrito Federal e dê vaza à forma petista de governar!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

CPIs. do PROER e da PETROBRÁS guardam alguns parâmetros

Além da manipulação de dinheiro público, as duas CPIs guardam outros parâmetros - *como o tráfico de influência, na sua forma mais perversa, quando favorece interesse privado.* No caso do PROER, se bem me lembro, não se limitou a investigar a intervenção do governo federal quando da quebra dos Bancos Econômico e Nacional, e o favorecimento do banqueiro Salvatore Cacciola, dono do Banco Marka, com dinheiro publico - sob o pretexto de evitar "crise sistêmica" - *que resultou em processo-criminal contra Francisco Lopes, então presidente do Banco Central. pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta*. Também alcançou toda gama de intervenções do programa de estímulo e restruturação ao fortalecimento do Sistema Financeira Nacional. Ao final da CPI, coube ao senador Pedro Simon sugerir o encaminhamento do relatório final à procuradoria-geral da república - *onde, através dos auspícios de procuradores simpáticos à causa petista *- que resolveu processar-criminalmente o ministro Pedro Malan e seus auxiliares no Ministério da Fazenda, sob acusação da prática de improbidade administrativa. No caso da Petrobrás o Ministério Público e o Tribunal de Contas já detectaram a existência de fatos que merecem investigação-criminal e correção de rumo -* infelizmente a falta de transparência da empresa e evidente má-vontade de seus dirigentes, exige a intervenção do Poder Legislativo, através do poder judicante que a CPI lhe confere, para obter as informações e esclarecimentos necessários*. Então, nada mais natural - diante das denúncias de fraudes contábeis, voltadas para a sonegação de impostos; manipulação da distribuições de royalties, através de empresa privada contratada por municípios beneficiados; convênios com ONGs. inexistentes - *que se instale a CPI da Petrobrás, com vista a apurar as irregularidades, que podem configurar crimes e apontar os seus responsáveis*. Por outro lado, o controle externo é sempre saudável, mesmo que mais adiante possamos reconhecer - *como aconteceu no caso do PROER* - a correção das medidas, qualidade e boas intenções dos seus gestores, muitas vezes poderemos encontrar um "Chico Lopes" no caminho para destoar. Agora, no caso da Petrobrás, pelo menos um desses "aloprados" já foi devidamente identificado - *lamentavelmente, Victor Martins, diretor da ANP, é mantido na corporação* - quiçá seja condenado como foram Cacciola e Lopes.

domingo, 22 de março de 2009

Defesa técnica foi abandonada

Outros já o fizeram e não foram punidos ! Esse passou a ser o mantra utilizado, particularmente pelos políticos e administradores, quando de forma canhestra, tentam justificar seus desmandos e atos de improbidade e deslavada malversação do dinheiro público. É bom lembrar que essa estratégia não foi criada pelo atual governo - basta lembrar do "ladrão de porco", surpreendido levando o produto do crime às costas, repeliu a acusação alegando; "quem colocou esse animal na minhas costas" - mas, certamente, foi no episódio do "mensalão petista" que essa estratégia foi consagrada. Inicialmente coube ao presidente petista, quando indagado sobre o episódio, afirmar "não saber de nada" - lembram-se da mal justificada entrevista concedida num gramado "parisiense" - sugerem que foi iniciativa do seu antigo Ministro da Justiça e conhecido criminalista. Logo depois encontrando precedente da prática da mesma modalidade delituosa nas hostes do PSDB mineiro - até então não denunciado, tampouco investigado - a patética, por esdruxula e desprovida de qualquer fundamentação jurídica e ausência de exercício intelectual, acabou adotada como estratégia de defesa de qualquer "aloprado". Evidente que o argumento do "ladrão de porco" não foi suficiente para livrá-lo da prisão, por indispensável a defesa técnica com fundamentação fática e de direito. Lamentavelmente a estratégia petista de que outros já o fizeram e por isso não há que se recriminar o malfeito - "mensaleiros", "aloprados", "invasores de terra", etc - de fácil assimilação popular, continuará servindo aos propósitos de um governo perdulário e disposto a perpetuar-se no poder, ainda que ofenda as regras básicas de gestão, respeito com o erário e, principalmente, com a nossa inteligência!

domingo, 15 de junho de 2008

Intrigante desagravo na repartição pública

Intriga assistir a omissão da Administração Superior da Pasta, tampouco a Casa Civil do Governo do Estado ousou reprimir a utilização das dependências do Denarc, por seu diretor - acusado de enriquecimento ilícito - para realizar entrevista de desagravo. A conduta do servidor merece o nosso repúdio e ação enérgica do Poder Público, mesmo porque contou com a presença de funcionários subordinados - numa encenação típica de pastelão. Das duas uma, o Governo do Estado reprime comportamento dessa ordem, afastando sumariamente o diretor ou hesita, demonstrando conivência - nesse caso, pode demonstrar comprometimento pelo uso de cargo ou função pública como meio de angariar recursos, talvez até mesmo para fins eleitorais.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Antes o "fundo perdido", agora o PAC

Os investimentos a "fundo perdido" foram muito comuns nos governos do Maluf, Quércia e Fleury. A prática consistia em investimentos promovidos pelo Governo do Estado de São Paulo, através do Banespa, então seu agente econômico, sem maior cuidado, tampouco critério, em geral favorecendo prefeituras e empresas privadas, supostamente para viabilizar projetos de interesse público. Evidente que não existia preocupação com a realização do projeto e muito menos com o retorno do capital empregado. Verdadeiro negócio de compadre, onde o dinheiro público era distribuido a "fundo perdido" - sem necessidade ou preocupação com sua restituição aos cofres do agente econômico. A situação se repete, agora pelo Governo Federal, através do PAC e tendo a Caixa Econômica Federal como seu agente, repassa dinheiro público para projetos em todo território nacional, favorecendo prefeituras, estados e empresas privadas. Aos funcionários, correntistas e poupadores apenas cabe torcer para que a Caixa Econômica Federal não tenha o mesmo destino que o Banespa - servindo como mero instrumento eleitoral!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Luiz Gushiken - estou certo da sua condenação

Ao contrário do petista Luiz Gushiken, envolvido no "mensalão", que sediz convicto da sua absolvição, estou certo da sua condenação - APOSTONA CONDENAÇÃO DE TODOS ENVOLVIDOS. A propósito, foi Henrique Pizzolato, também petista, quem o mencionou como mandante do repasse de verbas do Banco do Brasil para a DNA - empresa de propaganda do Marcos Valério, aquele "Carequinha" de Minas Gerais. Depois assistimos seu afastamentodo Governo Federal, ao que parece para se dedicar aos fundos de pensão - sua especialidade desde sempre. Ainda mantém seus postos no governo, inclusive no IBAMA/sp.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Presidente quer tratamento isonômico para "Vavá"

O comportamento do Presidente da República, diante dos inúmeros escândalos envolvendo figuras proeminentes do seu governo, alcançou as raias do ridículo. Foram reiteradas as suas intervenções - desde a entrevista na França, onde admitia que o uso de caixa 2 pelos partidos políticos era prática comum e já vinha de longe - passando pelos flagrantes em que seus próceres Waldomiro Diniz, da Casa Civil e Maurício Marinho, dos Correios, quando surpreendidos em atos de corrupção explícita, sempre foram no sentido de ignorar os fatos. Por certo o envolvimento de figuras expressivas no âmbito do Poder Legislativo colaborou para levar as investigações para as calendas. No entanto, a leniência da imprensa e a tolerância da opinião pública - a primeira, por não levar as últimas conseqüências as denúncias de corrupção no âmbito do Governo Federal e a segunda, simplesmente por tolerar as enrascadas que o Presidente da República se envolveu, bastaria o episódio do seu filho, beneficiado por empresa concessionária de serviço público, para levá-lo a um processo de impeachment - foram decisivas para absolvê-lo, culminando com sua reeleição. Agora, diante do envolvimento de Genival, vulgo "Vavá", o Presidente da República vem a público, inicialmente afirmando não acreditar no envolvimento de seu irmão com o crime organizado. Depois, num arroubo de ousadia, defende "Vavá" - qualificando-o como ingênuo - e achando ser Genival apenas um peixe pequeno, diante do cardume de "tubarões" no mundo do crime organizado. Com essa postura, o Presidente da República novamente ignora a capacidade crítica do povo brasileiro e espera que seu irmão "Vavá" receba tratamento isonômico ao que recebeu quando a imprensa, o legislativo, o judiciário e o povo brasileiro relevaram os seus deslizes reputando-o um homem simples, com pouca instrução e incapaz de entender o caráter criminoso dos fatos que aconteceram à sua volta, ainda que envolvessem pessoas da sua confiança, do seu convívio, do seu partido e da sua família e sobre os quais tergiversou - isso, para dizer o mínimo!

domingo, 7 de janeiro de 2007

Cabe ao baixo clero recuperar o legislativo

Denomina-se baixo clero a pleiâde de parlamentares que dizem não ter voz e muito menos expressão, sobrevivendo das migalhas - como se fossem sobras do poder. Em geral, as mazelas do poder legislativo são atribuidas à ação - ou inação desse grupo - sempre voltadas para o interesse particular ou corporativo. Enquanto isso, as lideranças e personagens expressivas do congresso, passam praticamente incólume a todo tipo de crise. Quando não, são favorecidas por manipulações e conchavos de toda ordem - vide os últimos episódios do "mensalão" e "sanguessuga". Nem sempre esse tratamento faz justiça aos parlamentares menos dotados da capacidade de iniciativa e articulação. Aliás, esse tipo de discriminação não se restringe ao parlamento, já que outras áreas de atividade humana a situação se repete. Um médico ou advogado, geralmente, encontra dificuldade para ser aceito e inserido em outra comunidade. É sabido que o baixo clero dispõe, nessa condição de razoável número de parlamentares - principalmente, deputados - suficiente para decidir a eleição da presidência da casa. O exemplo mais recente foi a eleição do deputado Severino Cavalcanti, de triste memória. Com isso, poderiam muito bem tomar o "pião na unha" e conduzir o parlamento a um patamar - digamos, menos mal-cheiroso - onde a dignidade e o interesse público prevaleça, uma vez que a chamada elite parlamentar não consegue realizar esse feito. Por que não ?

sábado, 4 de novembro de 2006

Procurador Geral entra no jogo

A princípio, era apenas o presidente da república - depois vieram o ministro da justiça e o diretor da polícia federal - proclamando que nunca antes se investigou tanto e a todos. A expressão tornou-se mantra do governo petista. Agora, surge o procurador-geral Antonio Souza aderindo ao mesmo discurso. É lamentável, mas não totalmente descabido - pode-se até mesmo justificar - já que foi nomeado pelo atual presidente e seu mandato está em vias de ser renovado ou não. Sua afirmação chega a ser leviana, por não levar em conta que outras áreas de atuação do ministério público e da justiça vêm obtendo resultados - cada vez mais expressivos. Tome-se por conta o número de presos encarcerados - certamente, não estão nas cadeias e penitenciárias por sponte sua - foram ali colocados pela ação das policiais (estaduais, federal e guardas civis municipais), depois pelo mp e por último do poder judiciário. Evidente não se tratar de nenhum fenômeno e muito menos intervenção (ou seria intuição ?) do petismo. Advém, isto sim, do aperfeiçoamento da democracia brasileira e das instituições que a compõem - aliada ao descaramento dos atuais governantes, que abandonaram qualquer tipo de constrangimento ou medida, para investirem contra as regras democráticas e o tesouro nacional. Quando a criminalidade escancara fica mais fácil detectar e reprimi-la. O douto procurador poderia rememorar os casos mais expressivos - que coube a ele encaminhar para apreciação do poder judiciário - sempre com os envolvimento de altos próceres petistas. Também não poderia ter esquecido da introdução de novos instrumentos legais - evidente, que aperfeiçoaram e tornaram mais eficazes o aparelhamento do Estado na realização da persecução criminal. Até mesmo o advento da telefonia celular e sua expansão tornaram a conduta criminosa mais vulnerável à ação do poder público -
por permitirem escuta e rastreamento das ligações. Há que se reconhecer a incisão do ministério público - atuando sem muito alarde e com mais eficiência - mas não devemos esquecer da manipulação, no período anterior, desse importante órgão por figuras extravagantes e sempre ligadas (quando não comprometidas) com esse mesmo grupo que hoje detém o poder da república, felizmente muitos deles já desmascarados e processados criminalmente.Seria bom continuar vendo o doutor Antônio de Souza atuando com serenidade e objetividade que marcaram sua gestão à frente da Procuradoria Geral da República, sem precisar vincular os bons resultados alcançados com o governo petista, salvo para revelar algumas passagens ainda não desnudadas.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Uma lição do Covas - a ser recuperada

Durante o governo Collor, em meio à crise provocada pelo Fiat Elba, aliada à riqueza acumulada pelo PC Farias com o restos de campanha e a famigerada Operação Uruguai, que levava ao processo de impeachmant do presidente, o PSDB foi convidado a compor o seu ministério.Dado momento foi acenado para Fernando Henrique assumir o Ministério das Relações Exteriores, seu antigo sonho - foi tentado a aceitar o convite. Prontamente, o lider pessedista Mário Covas interveio e colocou um paradeiro naquela aproximação com um governo desgastado pela corrupção. Naquela altura Collor realizava o seu Canto de Cisne - buscava no PSDB sua tábua de salvação. Agora assistimos o governo petista - vivendo situação muito mais grave que aquela enfrentada por Collor - propondo um amplo pacto federativo, nos moldes da concertacion realizada pelas forças políticas chilenas, após a redemocratização. Cabe, nesta altura do embate político, recuperar a lição de Mário Covas. Certamente, não é este o momento de qualquer aproximação com um presidente - envolvido em mar de lama e com contas a acertar com a Justiça Eleitoral - mas que acaba de impor à oposição fragorosa derrota. Como adiantou Fernando Henrique - demonstrando que assimilou Mário Covas - cabe ao governo formar a sua maioria. Também não vivemos momento de transição democrática - que possa justificar a iniciativa de pacto nacional - pelo contrário, estamos em meio a ferrenha disputa política e, dentro das regras vigentes, haveremos de pelejar. Quanto ao aventado terceiro turno, este ficará por conta da Justiça Eleitoral !

sábado, 28 de outubro de 2006

Fábio Luiz - o lulinha - entrou no jogo

Penso que o empresário Fábio Luiz, mais conhecido por "Lulinha", ao se dispor processar a revista Veja acabou entrando num jogo arriscado. Agora, a Editora Abril certamente argüirá a exceção da verdade e aquilo que a oposição e as CPMIs. não conseguiram realizar, vai acontecer. A discussão - no âmbito do poder judiciário - sobre a legalidade do dinheiro recebido pelo filho do presidente da república da empresa Telemar. É uma oportunidade única. O governo federal e o petismo não poderão alegar revanchismo ou golpismo. Não ficará "pedra sobre pedra" - o assunto será esmiuçado de tal forma, que acabará respingando no governo petista e, conseqüentemente na pessoa do presidente da república. Lamentavelmente, a Editora Abril terá que enfrentar essa batalha sozinha - não vejo disposição da oposição engajar-se nessa briga, salvo quando visualizar a possibilidade de vitória e querer angariar alguns dividendos.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

3º turno é com a Justiça Eleitoral

Na iminência de sair vencedor na eleição do próximo domingo (29/10), o petismo e seus aliados - na imprensa - invocam a possibilidade da oposição buscar, através da Justiça Eleitoral o impedimento da diplomação do candidato eleito. Jocosa ou ironicamente - até mesmo por receio que aconteça - denominam essa possibilidade jurídica de 3º turno. Decorre daí os comentários - desencontrados e ameaçadores - como aquele do José Dirceu, conclamando os eleitores a garantir a posse do petista ou indicando "golpismo" do segmento derrotado pelas urnas. Ainda procuram difundir discórdia entre os lideres oposicionistas, como se não houvesse essa possibilidade jurídica. Cabe apenas lembrar aos petista em geral - e, particularmente aos incrustados na imprensa - que os crimes eleitorais, pela sua própria natureza de interesse público, não comporta desistência ou renúncia do denunciante. Uma vez oferecida a notitia criminis - como já aconteceu, inclusive com possibilidade de defesa preliminar, já apresentada pelo candidato / presidente e seus asseclas - estará deflagrada a persecução a respeito da infração à legislação eleitoral. Assim, uma vez provocado o Tribunal Superior Eleitoral, obrigatoriamente haverá de decidir a respeito - independente de qualquer outra manifestação da parte interessada - de ofício. Quer para arquivar o feito, absolver os denunciados e, se for o caso, condenar os infratores - inclusive com o impedimento ou cassação do diploma, após eleito. O ex-ministro José Dirceu - certamente, pela sua formação jurídica e convivência com seus advogados - já percebeu e mandou um recado explícito para a Justiça Eleitoral. Resta aos jejunos da imprensa adotarem a mesma postura e deixarem de procurar pelo em ovo. O candidato Alckmin foi claro e conciso, quando respondeu:- a oposição não pode concordar com a impunidade !

sábado, 21 de outubro de 2006

Favorecimento do "Lulinha" - era preciso dar nome aos bois

Parabéns ! Já que a oposição, MP e Justiça não tomaram a iniciativa, coube à Veja dar nome aos bois. Pode ser chamado de favorecimento - ou também, tráfico de influência e/ou exploração de prestígio - mas não poderia findar o atual mandato presidente sem essa colocação e cobrança conveniente, oportuna e, portanto, legal. Atendendo ao gosto e prazer petista, seria também o momento de compararmos a atuação - nessa seara - do governo Fernando Henrique ou "tucano", como preferirem. Atentem para essas situações, por relevantes - o tesoureiro da campanha tucano, o banqueiro Vieira Andrade - para quem não se lembra - dono do Bamerindus, teve a sua rede bancária liquidada, isto depois da intervenção do Banco Central. O mesmo aconteceu com o Banco Nacional - propriedade dos netos do ex-presidente Fernando Henrique - fechado e seus diretores processados criminalmente. Ainda que não se consiga provar - embora haja, em tese, indícios de conduta criminosa do grupo do "Lulinha" - o enriquecimento, sem mérito, de Fábio Luiz deveria, no mínimo, causar algum tipo de constrangimento e indignação de seu pai Luiz Ignácio "Lula" da Silva, presidente da república, em vias de ser reeleito. Quanto a nós - simples eleitores - apenas mais um momento de perplexidade e apreensão, porém oportuno para justa reflexão sobre os destinos do país.

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