sexta-feira, 28 de abril de 2006

E o GEMA estava sempre cheio, mas . . .

Final de 1973 - ou seria início de 1974 - recém chegado à Assis, fui trabalhar na Delegacia de Polícia do Município, na rua Joaquim Galvão de França nº 54. Ali encontrei uma plêiade de delegados, investigadores, escrivães e carcereiros. Alguns já eram bem antigos, caso dos senhores José Scarabelo e Oswaldo Maio Nogueira, carcereiros. Dr. Victorino, delegado de polícia e ex-locutor esportivo. Arnolpho Pinheiro e Francisco Paiva, investigadores. Alberto Sampaio e Antonio Melfa Neto, escrivães. Outros bem jovens, como eu. Reinaldo Pinheiro da Silveira e Jesualdo Eduardo de Almeida, escrivães. Gerson Dias Payão, investigador e os delegados Julio Tamioso, Luiz Gastão Xavier e Oswaldo Haddad. Foi então organizado na cidade um campeonato de futebol de salão. Acredito que foi o primeiro e os jogos eram realizados no GEMA. Tomei a iniciativa de inscrever uma equipe da Polícia Civil para participar daquele certame. O nosso grupo, com exceção do goleiro (eu), até que era razoável. Atrás jogavam Haddad, o "Dedão de Cândido Mota" e o Payão. Fazendo o "meio" - como um "pivô" - lá estava o Reynaldo, com seus dribles de roda. E na frente, se revezavam o Gastão e o Julinho, ambos artilheiros natos, embora sempre um pouco gordinhos. Como reservas de luxo, lá estavam - sempre prontos para entrar - Jesualdo e Roque Paschoal. O ginásio estava sempre cheio e a nossa torcida se reduzia aos colegas "Toninho Melfa" e o Mauro. Paglione, que além de comungarem da mesma profissão de escrivão de polícia, eram conterrâneos de Echaporã. O restante do ginásio - como era de se esperar - torcia contra o time da polícia. Certa rodada, estava previsto jogo contra o time da cidade de Maracaí. Logo pensamos:- desta vez a torcida estará ao nosso favor. Ledo engano ! Mais uma vez, deparamos com todo ginásio torcendo contra nós. Foi uma noite infeliz. Acabei luxando um dedo, numa fresta do assoalho da quadra e fui alijado do jogo - assistido depois pelo doutor Balleotti, pai do amigo "Chico". Payão - cidadão comedido, excelente policial e bom de bola - acabou expulso por uma jogada mais ríspida. E, por fim, perdemos o jogo e não nos classificamos para a fase seguinte do campeonato. Nunca mais nos aventuramos a uma exposição pública daquela natureza.. Evidente que a experiência não foi agradável, embora não tenha deixado seqüelas De resto ficaram as lembranças e as amizades especiais !

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Bastos não foi tão feliz, como pensam . . .

Antes, é preciso recuperar algumas passagens do pronunciamento do ministro Thomaz Bastos perante a Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados.

- enfatizou que não sabia, até a publicação pela revista Época, da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa;

- negou que a PF tenha submetido ou esteja submetendo Francenildo à investigação policial, nem mesmo por ocasião do seu primeiro depoimento;

- reiterou, mais de uma vez, que não emitiu juízo de valor sobre a conduta de Palocci e nem poderia fazê-lo;

- alegou que ao apresentar e participar da primeira entrevista entre o cliente Palocci e o advogado Malheiros, o envolvimento do ex-ministro com a quebra do sigilo bancário do caseiro ainda não havia chegando ao seu conhecimento.

Ficou evidente que o ministro Bastos tomou cuidado para não ferir suscetibilidades, particularmente de Antônio Palocci e Jorge Mattoso. Mesmo porque essas pessoas ainda voltarão a ser ouvidas sobre o episódio e poderão muito bem implicar - de algum modo, ou pelo menos colocar em situação difícil - o Ministro da Justiça e seus dois
auxiliares diretos. Também ficou visível o mal estar de Palocci diante da conduta de Bastos na administração da crise - não concordou com seu afastamento do ministério da fazenda e teria sugerido ao presidente sua exoneração "ad nutum". Se assim não fosse, não teria optado por outro advogado para defendê-lo, descartando o profissional indicado pelo então colega. Não precisa nem mesmo se conduzirem como Jorge Mattoso ao ser ouvido pela Polícia Federal. Não hesitou em apontar Palocci como envolvido na trama criminosa. Bastaria afirmar que colocaram, logo na primeira hora, o Ministério da Justiça a par de toda situação - aliás, como se presume tenha acontecido. diante da amizade e proximidade funcional anunciada pelo ministro Bastos. Não esqueçamos que nas três reuniões - até a exoneração do Palocci - que manteve com o presidente Luiz Ignácio, o ministro da justiça - como dever de ofício - emitiu juízo de valor sobre as dificuldades que o colega Palocci enfrentava para se livrar da pecha de mentiroso e, como dedução, deve ter adiantado ao chefe do executivo sobre a possibilidade do ministro da fazenda estar envolvido. Ao apresentar e acompanhar o advogado-criminalista Malheiros - mostrou querer assoprar, depois de morder, para não ficar mal - e, ainda se dispôs a participar da primeira entrevista entre cliente e defensor. Ali a situação foi exposta até a medula! Ou não ? Evidente que restou alguma mágoa e ressentimento, a opção por outro advogado para defendê-lo revelou que Palocci não engoliu a apregoada isenção do Ministro da Justiça. A confissão de Jorge Mattoso - pessoa experimentada nessas lides - logo na primeira oitiva, soou estranha sua disposição de "alcagüetar" o Ministro da Fazenda, de per si, revela que a Polícia Federal dispunha de muito mais subsídios para inquiri-lo que o revelado. Não se pode descartar a possibilidade de ter ocorrido indiscrição do senhor ministro da justiça e/ou de seus auxiliares. A presteza e eficiência da PF - tão apregoada pelo ministro, como se fosse trunfo pessoal - poderia muito bem estar sustentada em momentos de traição explícita. Por fim, quando enfatiza que Fracenildo não foi e nem está sendo investigado pela Polícia Federal o ministro Bastos incorre em contradição - e na área que lhe é mais preciosa, que é a criminal - quando anuncia que o ministro Palocci está sendo indiciado, inclusive pelo crime de Denunciação Criminosa. Levando-se em conta que esse tipo penal, ao exigir a existência de inquérito policial ou processo criminal, contra alguém que se sabe inocente, evidente que o Ministro da Justiça nega uma verdade cristalina - pode até alegar ato falho ou lápso de memória - quando nega que o caseiro está sendo investigado. Desde seu primeiro depoimento, Fracenildo recebe da Polícia Federal tratamento de investigado. Ao que nos consta não foi inquirido como testemunha e muito menos prestou compromisso de dizer a verdade, com o seria correto e legal ocorrer. Não se concebe que uma testemunha e/ou denunciante seja obrigado a exibir seus cartões bancários. Igualmente não é tratamento, regularmente dispensado a testemunha sob proteção do poder público. Assim, Palocci não poderia estar sendo indiciado por crime de Denunciação Criminosa, caso Francenildo não estivesse sendo objeto de investigação - por certo será indiciado, num futuro próximo, algum dispositivo legal haverão de encontrar para incriminá-lo ! Finalmente, não nos pareceu correto o Ministro da Justiça anunciar - em determinado momento da crise - que Antônio Palocci estaria sendo ou, na iminência de ser, investigado pela Polícia Federal, quando ainda no cargo de Ministro da Fazenda. Como detentor de foro privilegiado entendo que a persecução criminal somente poderia ocorrer mediante autorização do STF. Resta então indagar: - naquela oportunidade, Bastos já estaria sendo traido pelo conhecimento dos fatos, sabia, sobejamente, tratar-se de crime grave contra a cidadania, praticado por um Ministro de Estado ?

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Apenas um reconhecimento !

Imaginem ! Um escrivão de polícia, casado, três filhos, pagando aluguel, ousando cursar a faculdade de direito, em Marília - Fundação Euripedes Soares da Rocha. A situação era deveras periclitante. Orminda - minha mulher e principal incentivadora - segurou literalmente a "as pontas". Cheguei enfim ao quarto ano. Feita as contas - definitivamente não era possível concluir o curso. O governo Maluf nos deixara à míngua. Mas, de repente - de surpresa mesmo, já que nossa relação se restringia às viagens de ônibus para a Marília e provocações sobre nossas posições políticas, bem coincidentes - surgia na minha sala de trabalho, Horácio Santilli que acabara de concluir o curso de direito. Depois das provocações costumeiras - "rubro prá cá, rubro prá lá" - Horácio adiantou-se para dizer que seu tio "Zeca Santilli", autorizara que escolhesse alguém para transferir a bolsa de estudo que ele, como deputado federal, dispunha. Para felicidade geral da família, eu fora o escolhido pelo companheiro Horário. Não conheci pessoalmente "Zeca Santilli", mas lhe fiquei grato por ter me permitido, através de seu sobrinho, concluir o curso de direito sem maiores atropelos. Mas, foi o seu perfil de político sagaz, empreendedor e de uma linhagem especial, onde a capacidade de negociar diante de posições até mesmo antagônicas, que nos convenceu tratar-se de uma pessoa admirável e figura política da melhor qualidade. Reconhecidamente, uma lenda!

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Olha o PT fazendo história - dando exemplo !

Com todo respeito que o comerciante Nelson de Souza Barros possa merecer, suas ponderações - "Fiscalização do Contraste" - assemelham aos argumentos que o Partido dos Trabalhadores vem utilizando para se defender das - digamos, enrascadas - que sua alta direção se envolveu. Ou, parafraseando, o humorista Chico Anísio, na figura de um dos seus personagens - Eu sou, mas quem não é ! Chegamos então à conclusão:- se os altos próceres petistas podem se esquivar de acusações - como diria José Dirceu, "públicas e notórias" - por que o senhor Nelson não pode ?

João Flauzino, relmente era uma figura popular !

Excelente o espaço "Coisas da Política". O texto intitulado "Música curta" trouxe à lembrança passagem envolvendo os dois ourinhenses mencionados. João Flausino, como todos sabem foi vereador, figura folclórica e muito popular na cidade. Enquanto Ronaldo Mori, de família tradicional, político e sempre ligado à administração municipal, foi meu companheiro de Tiro de Guerra. Quando chovia, as instruções tinham a forma de aulas, sempre realizadas no interior da pequena sede - ainda, na avenida Jacinto Sá. Ali eram transmitidas informações sobre civismo, organização do exército, hinos e nomes dos patronos das diversas armas deveriam ser decorados. Ao final o sargento avaliava o aproveitamento da turma, dirigindo algumas perguntas. Exemplo:- Qual é o patrono da cavalaria? Aqueles, digamos menos atentos, quando indagados revelavam dificuldade para responder de imediato. Aí então, surgia o "espírito de porco" assoprando - "é o João Flauzino..". Sem refletir, o incauto ou outro mais afobado, adiantava-se: respondendo "é o João Flauzino". Irritado com a resposta absurda, o sargento mandava o atirador postar-se na rua, sob a chuva - como castigo, até o final da instrução. Enquanto isso, o grupo se divertia com a agrura do colega.
Os mais espertos não caiam mais nessa !

sábado, 15 de abril de 2006

Não vai ser fácil - há que se mobilizar!

O confronto ocorrido entre petistas e estudantes durante a visita do presidente Luiz Ignácio à cidade de São Carlos, demonstrou que - o PT não hesitará em fazer uso da força bruta para poupar seu candidato - a campanha política será renhida. O candidato petista reiteradamente vem tentando passar para a sociedade que desconhecia a realidade do seu governo e do seu partido. Agora, seus correligionários procuram poupá-lo até mesmo de ouvir a voz rouca das ruas, onde a verdade dos fatos está sendo reconhecida e denunciada. Enquanto isso, sua imagem permanece preservada por uma fatia considerável da população brasileira - perfeitamente, compreensível. Derrotá-lo não será tarefa fácil ! Mas é preciso que as forças democráticas representativas dos segmentos melhor informados e mais esclarecidos da sociedade, transformem sua indignação em atos. Os partidos políticos - em particular o PSDB, PFL, PPS e parte saudável do PMDB - poderiam muito bem promover manifestações públicas, com os mais variados pretextos (atos ecumênicos tão em voga por ocasião do regime militar, seria uma sugestão, carreatas cívicas outra . . .) poderiam ser deflagrados em diversas cidades e Estados do país. As organizações sociais - OAB, Universidades, Institutos de Estudos Avançados, Artistas. Sindicatos, Força Sindical, Aposentados, e outros mais - seriam adredemente consultadas e convocadas a comparecer e participar. A princípio poderia enfrentar até mesmo pouca receptividade e até mesmo a violência dos petistas, mas a reiteração das denúncias e repetição dos eventos, se encarregariam de tornar público os escândalos e as mazelas do governo petista tomariam as ruas e, inevitavelmente, a discussão e o confronto - inclusive de ideias - estariam definitivamente estabelecidos, em igualdade de condições. Outra possibilidade, seria aproveitar os feriados prolongados - que vão se repetir até as próximas eleições - para realização de grandes carreatas pelas ruas das cidades, em particular São Paulo que fica livre dos congestionamentos nessas ocasiões. Não seria muito difícil reunir 1.000 veículos ou mais para percorrer as principais avenidas - buzinando, acenando bandeiras, distribuindo panfletos ... - num verdadeiro passeio democrático. Não há que se temer! Para vencer há que se pelejar !

sexta-feira, 14 de abril de 2006

O crime pode ter deixado Bastos com a boca torta!

O criminalista Thomas Bastos é consagrado e merece todo reconhecimento público a que faz jus. É um jurista de primeira linha, no que diz respeito ao direito penal e processualística penal. No entanto, diante de sua atuação no episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, não demonstrou dominar com a mesma maestria e eficiência as regras que o direito público. Pelo menos foi isso que restou evidenciado! Vejamos no âmbito particular, ou seja, as regras para o cidadão comum são fundadas na liberdade. Tudo é permitido fazer ou realizar, salvo aquelas situações que lei veda ou proibe. Já no âmbito da administração pública, a atuação das autoridades e de seus agentes se restringem a atuar dentro e no âmbito que a lei autoriza ou permite. Ou seja, a liberdade de agir ficam restritas àquelas situações previstas e autorizadas por leis. Assim, quando mandou seu secretário-executivo ouvir, assistir e orientar o ministro Antônio Palocci, quando este recebeu das mãos do Jorge Matosso, o extrado da conta bancário do caseiro Francenildo, ao que parece já teria violado regra legal. O Ministério da Justiça não teria atribuição para atuar nessa área. Depois, incorreu em duas outras violações de normas igualmente legais - um de caráter criminal. O ministro Bastos prevaricou - crime exclusivo de funcionário público, quando retarda ou deixa de praticar ato de ofício ... - e também invadiu seara de outro ente-administrativo. Há entendimento, que caberia à AGU - advocacia da união - assistir, orientar e, se fosse o caso, adotar medidas diante da informação que o ministro Palocci detinha. Ainda poderia se falar em advocacia administrativa quando Bastos, patrocinou direito privado - defesa do Palocci - perante a administração pública, valendo-se da sua qualidade... Evidente que o direito público não é o forte do grande criminalista !

Fracenildo vira personagem de Kafka !

Nos últimos dias a Polícia Federal fez veicular duas notícias - cujos fundamentos resultam em manifesta contradição. A primeira diz respeito a autorização judicial permitindo o afastamento do sigilo na conta bancária do caseiro Francenildo Costa e, por conseguinte, autorizando a devassa nos seus registros bancários. A outra, anunciava o indiciamento de Antonio Palocci - não há que dizer em outro indiciamento, apenas amplia a imputação incial - em mais dois crimes, que seriam: os crimes de prevaricação e denunciação criminosa. A primeira figura criminal, é típica do funcionário público - apenas ele pode praticá-la - e se refere a retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa da lei, para satisfazer interesse pessoal. Muito bem ! O segundo tipo penal, já relaciona o particular contra a administração da justiça. Qualquer do povo pode praticar o crime de Denunciação Criminosa, por se resumir a dar causa a instauração de inquérito policial ou de processo judicial contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente. Assim, podemos concluir que em sendo o caseiro Francenildo inocente - foi a justa causa para indiciar Antonio Palocci no crime de Denunciação Criminosa - não poderia estar sendo investigado por uma suposta infração, sobre a qual foi adredemente inocentado - repito, foi a motivação para o novo indiciamento de Palocci. Diante dessas incongruências - ou seria hibridez - é ou não um processo digno da linha dramática do grande escritor tcheco Franz Kafka!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

A cruzada do deputado Tuma Júnior !

O deputado Romeu Tuma Júnior - como numa cruzada - vem colocando sua inteligência e experiência profissional na apuração dos atos praticados pela direção da Nossa Caixa Nosso Banco. O último fato por ele denunciado, diz respeito à violação do seu gabinete ou seria escritório. Há informes sobre o furto de documentos relacionados com as denúncias que vem realizando. A primeira vista, parece tratar de um factóide, criado com propósito de tornar a repercussão de suas denúncias ainda mais ampla. O orgulho de um policial - violado na sua intimidade - cioso de condição, raramente iria admitir estar vulnerável a um ventanista qualquer. Vislumbro até uma estratégia de marketing político, com vista as próximas eleições. Sugiro então ao deputado - colega delegado - que volte sua atenção para a Polícia Civil. Proponha o retorno da média 6,0 para o concurso de delegado de polícia. Com isso, estou certo, estará contribuindo para melhoria do nível intelectual da nossa corporação.

Tupi ou Itamar de Juiz de Fora

Tupi é o nome do principal time de futebol de Juiz de Fora. Era comum, tempos atrás, a seleção brasileira de futebol - durante preparativo para a Copa do Mundo - realizar jogos-treinos contra o Tupi de Juiz de Fora. Diziam que o time mineiro praticava futebol semelhante aos europeus. Quer dizer: jogavam duro, até mesmo com violência e não tinham qualquer constrangimento de se defender e contra-atacar esporadicamente. Parece-me que o ex-presidente (ou seria ex-vice) Itamar Franco utiliza-se politicamente (mal comparando) de estratégia semelhante. Atua sempre fechado em copas - na defensiva, dissimulado. E quando se manifesta, o faz para dar canelada em alguém - de preferência que lhe esteja próximo ou a ele se contrapondo. Joga bruto e não é muito de respeitar as regras ou acordos. O constrangimento sempre é do outro, nunca seu . . . ! Seria a água ou as montanhas, talvez o ar de boa qualidade na terra da alterosas.

Estamos vivendo o "apagão do gás" !

A política do governo boliviano vem impondo na área de exploração do hidrocarboneto, aliada a um mal explicado acidente no gasoduto - Brasil - Bolívia - vem provocando um "apagão do gás", não muito diferente do apagão de energia eletrícia ocorrido em 2001 - de triste memorária. Apenas se lamenta não estar ocorrendo a devida repercursão nos meios de comunicação. É a crise do gás - parece até que os meios de comunicação estão a poupar o governo petista. As primeiras medidas adotadas, aumento de 6,5 % no preço do gás para as distribuidoras - isso significa um reajuste ainda maior no preço para o consumidor. Suspensão ou redução de fornecimento de gás para grandes conglomerados industriais - que optaram por esse tipo de geração de energia - como é o caso das termelétricas. Manifestações reiteradas do ministro Rondeau - das Minas e Energia (feudo da ministra Dilma Roussef ) - de que não haverá racionamento. Mentira ! Já está sendo praticado, em relação aos grandes consumidores e logo chega ao GNV. E, por último, a certeza de prejuízo para a Petrobrás diante da política de viés nacionalista - que a Bolívia vem impondo. Deparamos então, com Gabrielli - pedindo sigilo nas negociações - leia-se capitulação !

quarta-feira, 12 de abril de 2006

O imbróglio do Ministro da Justiça !

Agora, me ocorreu - dentro do imbróglio que o Thomas Bastos se meteu, existe uma circunstância que não pode ser desprezada. Penso, que cabe à Advocacia Geral da União - orientar e promover a defesa juridica da administração federal e de seus agentes em momentos ou situações - digamos, de conduta atípica. No caso do caseiro Francenildo, o Ministro Palocci poderia ter se socorrido da AGU, mas não o fez. Aí vem a indagação: por que não chamou os advogados da União para assisti-lo e foi buscar auxilio no Ministério da Justiça, que em outras ocasiões já dera vereditos desfavoráveis a ministros que enfrentavam situações difíceis e que acabaram defenestrados? Exemplos clássicos dos ex-ministros Gushiken, José Dirceu e outros. Foi ingenuidade ou acreditava na criatividade do ilustre criminalísta, que em outros momentos críticos - empréstimos fictícios do PT, tratado como caixa 2 - se mostrara capaz e eficiente. E, por que o Ministro da Justiça e seus auxiliares diretos se dispuseram a prestar um serviço e praticar atos que a rigor não lhes cabia por direito? Thomas Bastos deverá explicar-se diante do Congresso Nacional. Sua habilidade é conhecida e reconhecida, mas vamos ver como se comporta diante de perguntas embaraçosas. Essas poderiam, muito bem, ser algumas delas.

Bastos somente sai se Presidente pedir

Considerando que o presidente Luiz Ignácio não age por sponte sua. Isso ficou evidente no episódio da defenestação do Palocci - o Ministro se proprunha a se afastar, apenas - quando o Ministro da Justiça fez ver ao ao Presidente a necessidade de sua exoneração - a pedido, foi apenas uma condescedência. Agora, para ser igualmente defenestado, Thomaz Bastos exige que o Presidente ameace exonerá-lo. Mas como, Luiz Ignácio precisa de alguém que o insite - ou seria atice - o Ministro da Justiça conta com a falta de uma reserva à sua altura.

terça-feira, 11 de abril de 2006

Na marca do penalti

Tomando emprestada a linguagem presidencial, ainda que dizer que o Ministro Thomas Bastos encontra-se na marca do penalti é expressar o óbvio. Apenas acho que - não saberia dizer, se por ironia - o seu destino encontra-se nas mãos, ou melhor nas bocas, do ex-ministro Antonio Palocci e do ex-presidente da caixa econômica Jorge Mattoso. Caso esses dois proceres petista cometam alguma indiscrição - ou apenas digam a verdade - Thomas Bastos será defenestado ou simplesmente, exonerado a pedido, para não causar maiores prejuizos ao plano de releição do presidente Luiz Ignácio.

A Relação foi sempre boa

Para manter boa relação com a Polícia Federal, o advogado / ministro Thomaz Bastos não precisa tê-la como subordinada. Tempos atrás - por ocasião do episódio da goma de mascar impregnada com cocaína - quando advogava para uma multi-nacional, o doutor Thomaz obteve os bons préstimos da Polícia Federal - que avocou todos os inquéritos que pipocaram pelo país - para torná-los um amontoado de papéis que dormitam em algum canto da administração pública. Por outro lado, incabível - aproxima-se da heresia o comentário do delegado, dispensando a oitiva do Ministro da Justiça - a Polícia Federal investigar Ministro de Estado, sem apreciação a priori pelo STF.

Agora é o gás e depois o Tratado de Petropólis

O governo boliviano, liderado pelo presidente Evo Moralez, tendo a mesma matiz do petismo - haja vista o apoio manifestado pelo Presidente Luiz Ignácio - ao contrário do seu similar brasileiro, resolveu assumir de imediato seus propósitos nacionalistas. Promete não cumprir os acordos e contratos firmados pelos governos que o antecederam - rotula todos, como desonestos e picaretas - começando pelas jazidas de gás exploradas pela Petrobrás. Essa postura vem causando frisson nas hostes do governo brasileiro. Não se descarta a possibilidade do Presidente Evo Moralez rediscutir o Tratado de Petropólis. Para quem não se lembra: se traduziu na compra - pelo Brasil - do território, hoje Estado do Acre, então reivindicado pela Bolívia, sob os auspícios do Barão do Rio Branco. O argumento seria o mesmo utilizado durante a discussão sobre a propriedade do gás Desde já, não fica descartado o apoio do presidente venezuelano Hugo Chaves a mais um pleito de caráter bolivariano.

Quem interpretará o papel de Marcos Fontes!

O próprio! Demonstrou ser excelente ator. Participou de uma farsa. Cumpriu direitinho o scrip e, ainda mais, improvisou o texto algumas vezes. Até mesmo fez uso do "eu nada sei, sou um profissional" quando indagado sobre o uso político de sua, digamos - façanha. Então, nada mais justo que entregar ao tenente-coronel (?) a interpretação do papel que desempenhou com galhardia - não mexeu em nenhum botão da nave - permeneceu quietinho em seu canto. Apenas ria e acenava quando focalizado. No seu tempo, repetia exaustivamente a mesma ladainha. É preciso obediência irrestrita. Acredito que nenhum ator se sujeitará a esse papel.

Uma hora e meia com o Ministro da Fazenda

Não fica muito difícil chegar ao motivo da visita e o assunto discutido entre Delfim Neto e o ministro Mantega. Considerando que Delfim mantém eleitorado cativo - já de várias legislaturas - junto aos banqueiros privados. Aliás, a guisa de ilustração, seu escritório localiza-se no espigão da Paulista. Então, representando a banca nacional, Delfim Neto foi se inteirar das intenções do novo Ministro da Fazenda e, aproveitando a ocasião deve ter transmitido a ele os temores e expectativas dos banqueiros no que diz respeito à novas diretrizes da política econômica nacional. À noite, os jornais televisivos, anunciavam as mudanças no Ministério da Fazenda - com a posse de novos personagens - sinalizando que será mantido o status quo, tão ao gosto do mercado de capitais. Para que fazer segredo ou criar suspense, sua conclusão é lógica:- certamente, "Guido Mantega será útil".

terça-feira, 4 de abril de 2006

Agora Palocci pode decidir futuro do Thomaz Bastos

Quem diria? Agora o destino do ministro Thomaz Bastos está nas mãos - ou melhor nas palavras - do ex-ministro Antônio Palocci, quando do interrogatório perante à Polícia Federal. Sabe-se que dois auxiliares próximos do Ministro da Justiça estiveram com o então Ministro da Fazenda por ocasião do vazamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Ao prestarem depoimentos na Polícia Federal afirmaram terem ido ao encontro de Palocci apenas para consulta sobre a possibilidade de investigação policial a respeito do dinheiro encontrado na conta corrente do caseiro. Agora é a vez de Antônio Palocci apresentar a sua versão. Poderá ou não confirmar o relato dos assessores do Ministro da Justiça. Nesse contexto, o futuro do ministro Thomas Bastos pode ser decidido pelo ex-ministro da fazenda, cuja exoneração teve participação efetiva do Ministro da Justiça. São coisas da vida ou simplesmente idas e vindas de um governo desastrado.

domingo, 2 de abril de 2006

Ping-Pong ou Tênis de Mesa

Final da década de 50, lá íamos nós de BG - para quem não sabe, um trem, misto de carga e passageiros que realizava pequenos percursos - com destino à cidade de Assis, para um confronto de tenis de mesa. Era a Umpi - União da Mocidade Presbiteriana Independente - de Ourinhos contra a Umpi de Assis. O grupo de Ourinhos, na fase de transição de gerações, era formado por jovens e até adolescentes, como eu, e também por - digamos - senhores, já casados, que tinham em comum o gosto e o prazer de "bater a bolinha branca de um lado para o outro sobre a mesa verde". O pessoal de Assis, com base na família "Pacu" - Gerson e irmãos - já estava consolidado numa geração mais nova, inclusive representando a cidade em jogos regionais. Aqui chegando, como sempre, fomos bem recepcionados pelos umpistas assisense. Eu e Aureliano, meu irmão mais velho, fomos hospedados pelo casal Coraly e Laudomiro - a professora e esportista era filha do meus tios-avós Samuel e Maria. Recém casados, ainda bem jovens, curtiam a pequena Telma (?), primeira filha do casal. À noite, fomos todos para o salão paroquial da avenida 9 de julho, nos fundos do prédio antigo - o templo atual estava em construção. Surgiu então o impasse: ping-pong ou tênis de mesa. O pessoal mais novo preferia a segunda modalidade, mas ... Coube ao lendário reverendo Azor Ethz Rodrigues, com toda sua sabedoria e experiência, ponderar que poderiam muito bem realizar a disputa nas duas modalidades. Resolvida a questão, restou o problema de compor as equipes. Enquanto a Umpi / Assis dispunha de todo seu quadro, Ourinhos contava apenas com seus atletas e alguns simples torcedores, como eu - pirralho de 13 ou 14 anos, magrinho e de cabelos espetados. Acabei sendo convocado para compor - com alguns senhores - a nossa equipe de ping-pong. Para os jejunos, cabe esclarecer que a contagem de pontos no ping-pong é coletiva, enquanto no tênis de mesa a disputa se realiza em partidas individuais, sendo a equipe vencedora aquela ... E o fenômeno surgiu! O menino franzino e reconhecidamente feio, acabou brilhando e foi o destaque da equipe de Ourinhos - seu maior pontuador - aclamado como o "mascote" do evento. Acabamos vencendo no ping-pong e perdemos no tênis de mesa, mas a confraternização foi de todos, apesar da rivalidade existente. Agora vale um registro, anos depois, na cidade de Palmital, reencontrei o casal Coraly e "Mirinho", que recepcionavam Paula, do basquete, que fora exibir para seu eterno técnico a medalha que ganhara no Panamericano de Cuba. Naquela ocasião, ouvi Paula reconhecer que a craque do time de Assis, quando ela jogava pela Tenis Clube, era Telma (?) filha do casal de esportistas assisenses, lamentando que tenha deixado o basquete para se casar. Por fim, desculpem a modéstia, mas tinha que consignar esse feito e aproveitar para lembrar e homenagear pessoas muito queridas.

Petrobrás - toma do próprio veneno

Ao ver suas jazidas de gás estatizadas na Bolivia, a empresa brasileira, por certo, está experimentando do próprio veneno. Mutatis mutandis, aqui a Petrobrás pratica a mesma política. Na prática, ainda perdura o monopólio de toda cadeia petrolífera e também do gás. Desde as pesquisas, passando pela prospecção, refinarias e distribuição, a Petrobrás detém com mãos de ferro. Algumas empresas nacionais e estrangeiras, ainda se aventuram na área de pesquisa e refinamento, mas acabam sucumbindo ao monstro estatal. Até ,mesmo, as refinarias - ainda existem alguns grupos privados - recentemente viram suas atividades inviabilizadas pela política de preços adotada pela Petrobrás. Até mesmo, na área do álcool - que não produz - monopoliza a distribuição. Embora com capital aberto, a Petrobrás é na prática uma empresa pública - atualmente também administrada por um governo populista - que se utiliza de meios, digamos não convencionais, na condução de seus negócios. Então, como se diz lá no interior - o bom cabrito não berra!

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