Ao contrário do seu antecessor, João Paulo II, o Papa Bento XVI não demonstra carisma, tampouco dá o sentido evangelizador para suas viagens. Atualmente, visitando a Terra Santa, a preocupação do cardeal Joseph Ratzinger aponta preferencialmente para a diplomacia - ao tentar justificar algumas posições anti-semitas assumidas pela Santa Fé em momentos pretéritos - busca, em último recurso, restabelecer alguma relação de confiança com os judeus e os devotos do islamismo. Certamente, a racionalidade do seu pensamento e caráter pragmático do seu papado, leve o Sumo Pontífice a não demonstrar preocupação com a diminuta mobilização popular que sua passagem pelo Oriente Médio tem provocado.
Com todo respeito, a história oferecida pelo padre Júlio Lancelotti haverá de ser melhor explicada. Justificável, já que ouvimos até o momento a versão de apenas uma das partes. Simplesmente por não ser comum, salvo motivo de força maior ou situação de coação irrestível, saber de uma pessoa esclarecida e com a capacidade - jus esperniendi - de mobilização do religioso Lancelotti, submeter-se a uma situação dessa natureza. Além do mais, um dos acusados movimentou, durante o período, valores em torno de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Por outro lado, é sabido que o denunciante desenvolve intenso trabalho social, através de organizações:- governamental e não governamental - sempre sob subvenção do poder público. Mesmo apreensivos, haveremos de aguardar o desfecho do imbróglio, torcendo para que prevaleça a versão do padre Júlio Lancelotti - não por ter denunciado primeiro - simplesmente, por ser verdadeira!