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domingo, 30 de novembro de 2008

Protógenes, representante circunstancial

Parece razoável a orientação dos advogados do delegado Protógenes, no sentido de orientá-lo a não criar "marola" - sugerem que está fornecendo subsídios aos seus investigadores, quase algozes. Por outro lado, destacam suas qualidades profissionais, citando-o como representante da PF junto à FIFA, para as questões relacionadas com a segurança na Copa/2014. Com todo respeito, não há como vincular a ocupação desse posto com seus atributos de bom policial, tampouco com seus defeitos - um deles destacado por seus advogados - por ser meramente circunstancial a sua representatividade junto à FIFA. Evidentemente decorre do cargo de direção (Inteligência Policial da PF) que ocupava à época da sua indicação - recentemente foi noticiada a sua destituição desse cargo - e não, como sugeriu a matéria, tratar-se de posto alcançado por sua qualificação profissional. Por sinal, nos últimos tempos, seus momentos de glória decorrem exclusivamente da desabrida loquacidade em suas palestras - a curiosidade deve mover os seus ouvintes, talvez na expectativa de uma revelação "bombástica" sobre alguns dos seus feitos em concurso com a ABIN!

P4, fonte da ABIN

Com a redemocratização do país, as Forças Armadas desistiram ou foram alijadas da ABIN - salvo alguns militares considerados com viés democrático. Por certo, nem por isso, Marinha, Exército e Aeronáutica relegaram a informação para um segundo plano - talvez tenham preferido privilegiar seus próprios serviços de inteligência. Agora, a reportagem da VEJA, ao revelar a identidade do Tenente da PM/SP, como agente da ABIN, confirma a possibilidade das policias estaduais - dotadas de serviço secreto, denominado P/4 - terem se tornado fonte de informações daquele órgão federal. Acredita-se na maioria das vezes, sem o conhecimento do Governo Estadual - ao qual podem estar sonegando informações. Também não fica descartada a possibilidade desses "pseudos arapongas" estarem bisbilhotando entidades civis, órgãos oficiais e até mesmo prestando serviços de natureza escusa - como foi o caso do "tenente Marcos". Para o bem ou para o mal, resta o conforto de saber que a nossa comunidade de informações não é mais indevassável!

sábado, 22 de novembro de 2008

Equador, outra bola nas costas do Brasil

Aproveitando as costumeiras comparações futebolísticas do presidente petista, registro mais um "passa moleque" de um governante sul-americano no Brasil. Desta vez, o presidente Rafael Correa, do Equador, depois de anunciar sua disposição unilateral de não pagar o empréstimo constituído junto ao BNDES para construção da Usina de San Francisco, através da Odebrecht, ouviu do cordato governo brasileiro que a questão poderia ser arbitrada por um órgão internacional. O governo equatoriano, não teve dúvidas, confirmou a suspensão do pagamento e adiantou-se ao seu credor para submeter a questão à Câmara de Comércio Internacional (CCI) em Paris, Constrangido, quase envergonhado, por mais uma bola tomada nas costas, o Brasil ameaça romper relações diplomáticas com o Equador - quando, o correto seria cobrar dos órgãos governamentais maior presteza em suas intervenções. Aliás, por onde anda a ABIN?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Protógenes, perturbado ou deslumbrado

Para dizer o mínimo, causa apreensão o atual comportamento do delegado Protógenes. Nada lembra o profissional que atuou sob orientação de Paulo Lacerda, antigo chefe da Polícia Federal. durante a longa investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, soube trabalhar com discrição - */mesmo utilizando uma frota de veículos importados e uma legião de "arapongas" da ABIN /*- fazendo jus à sua ascensão profissional. Agora, no momento em que seus métodos de trabalho são questionados e chamado a explicar seus equívocos, não se acanha de "pavonear-se" como um arauto das boas intenções. Apresenta-se como vítima quando tem suas intervenções revisadas e revolta-se quando é alvo de ação policial - não muito diferente daquelas que realizou sob o manto da ordem judicial. Mas, não se acanha de aplaudir decisão da Justiça quando esta vai de encontro ao seu entendimento / interesse. E, por fim, mostra-se perturbado quando se refere a uma pessoa por ele investigada como "banqueiro bandido" - demonstrando, com isso, sentimento pessoal que se contrapõe à esperada isenção da "persecução criminal".

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Serviço de inteligência, não se restringe à ABIN

Nada mais regular no regime democrático que os órgãos do governo tenham seu funcionamento e atuação de seus agentes questionados e avaliados pela sociedade - mesmo porque, nenhum poder, órgão, corporação ou serviço público estará isento do controle externo da sua atividade. Por isso, as críticas sobre aplicação dos recursos humanos e materiais da Agência Brasileira de Informações, por mais desconfortante que seja à sua direção, integrantes e defensores não devem ser consideradas como atentado ao seu funcionamento, tampouco à sua existência. Por outro lado, a sociedade não deve ser ingênua e acreditar que somente a ABIN, como órgão do Governo Federal, mais precisamente da Presidência da República, atua nessa área - da observação, ausculta, informação e bisbilhotagem. As forças armadas, corporações policiais e delegacias, de algum forma mantém intacta suas unidades de informação. A Marinha ainda mantém o CENIMAR, o Exército, o seu CIEx, enquanto a Aeronaútica, o CISA. Até mesmo a Polícia Militar, em cada Estado, dispõe do P/4 - talvez o mais organizado e municiado órgão de informação social (psicossocial, como gostam de se autodenominar). Então, falar em desativação da ABIN beira a sandice, por pura ingenuidade, já que nenhum ato do legislativo, judiciário ou do executivo, será capaz de cessar essa intervenção, muitas vezes espúria é verdade, mas indispensável para razoável controle social - sob pena do governo ser tomado de surpresas, como já ocorre como freqüência, com as ações atribuídas ao MST.

Dúvidas ou equívocos do Protógenes?

Leio que o delegado Protógenes sugere que as investigações sobre o grampo no STF e a participação de agentes da ABIN na operação Satyagraha estariam a serviço da defesa do Daniel Dantas. Reclama que está sendo perseguido e que procuram desmoralizá-lo. Esse moço, por conveniência ou não, esquece que durante a atrapalhada investigação gravou conversas mantidas com seus superiores - ocasiões que exigia melhores condições de trabalho, embora lhes negasse satisfação dos seus atos - e chegou a introduzir nas dependências do prédio da PF pessoa estranha à instituição, para isso, teria utilizado identificação de terceiro. Foi tornado público que durante a operação preferiu trocar idéias - não diria buscar orientação - e respaldo para suas ações junto ao ex-delegado Lacerda, coincidentemente chefe da ABIN, com o juiz Fausto De Santis, que lhe deu carta-branca, e com os procuradores da república que o prestigiaram até pouco tempo atrás. Aliás, nessa quadra do imbróglio, também deveria ser motivo de preocupação a pouca experiência - cinco anos no cargo - dos jovens delegados designados para conduzirem o inquérito / investigações sobre o grampo no STF - mutatis mutantis, pode estar se repetindo situação parecida com aquela envolvendo Protógenes. Até mesmo, por não ser comum, tampouco conveniente - quiçá legal ! - um delegado mais novo investigar fato que possa envolver colega mais antigo. Por certo, haverão motivos e interesses para essa escolha - apenas esperamos que não sejam óbvios.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Maleta de escuta, tornou-se indispensável

É sabido que desde a proliferação do telefone celular entre nós, a escuta telefônica foi adotada como hobby no meio policial. Acabou convalidada como eficiente instrumento no curso da investigação policial, protegida pela autorização judicial e sem possibilidade controle interno ou externo - basta atentar para a escuta no STF. Com isso, a maleta com equipamento de escuta tornou-se objeto de desejo de qualquer posto policial - tudo indica que o instrumento de escuta passou a ser fornecido pelo "marreteiro" da esquina. Agora, tornar público que a ABIN, Polícia Federal, Congresso Nacional e outros órgãos governamentais - inclusive o detive particular - possuem esse equipamento para seu uso, se equipara a denunciar as falcatruas do PC Farias, Waldomiro Diniz, Anões do Orçamento e os 40 envolvidos no "mensalão".

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O general nos alerta ou ameaça

Quando ouço o general Felix, ministro-chefe do gabinete responsável pela segurança institucional, afirmar que a única tecnologia antigrampo é não abrir a boca, fico preocupado e com séria dúvida sobre a sua real intenção. O militar, como bom conselheiro, está apenas nos alertando sobre o avanço tecnológico. Ou, mesmo com a voz mansa e suave, sua advertência soa como ameaça, a todos que insistam em criticar o desgoverno petista. Sua tese que isenta a ABIN e sua direção pelo grampo no STF, beira a ingenuidade, particularmente quando não descarta o envolvimento de seus agentes. Basta lembrar que sem os agentes (arapongas) a ABIN e sua direção não existem - assim como o petismo sem os seus militantes, que deles dispõe como massa de manobra.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

STF pode suspender julgamentos

Enquanto aguardam medidas efetivas do Poder Executivo, no sentido de coibir, a repressão deve vir depois, os abusos praticados por agentes da ABIN, os ministros que compõem o STF podem muito bem suspender os julgamentos agendados - permanecendo em vigília na defesa da democracia. A gravidade da invasão de suas dependências e violação dos sigilo telefônico dos seus membros exigem medidas da maior seriedade. O simples afastamento de algum dirigente não será suficiente para atender as expectativas da sociedade. O governo petista haverá de se definir - está a favor independência dos poderes e contra esse tipo de atentado contra os valores democráticos. Lamentavelmente, em outras ocasiões revelou posições dúbias, chegando a escamotear a verdade - vide o dossiê elaborado e vazado pela Casa Civil sobre as despesas do casal Fernando e Rute, enquanto ocupantes do Palácio da Alvorada - sempre por razões de seu interesse político / eleitoral.

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