segunda-feira, 29 de maio de 2006

Orestes Quércia - oferta enganosa!

O político Orestes Quércia - de triste memória - atualmente está vendendo fumaça de uma pesquisa eleitoral - de origem, no mínimo duvidosa. Quércia, merecidamente vivia em ostracismo - remunerado pelas "lambanças" que cometeu enquanto Governador do Estado. É verdade que ainda mantém a presidência estadual do PMDB através de meios - digamos, heterodoxos. A partir da pesquisa eleitoral realizada - ou melhor, anunciada - no início deste ano, surgiu como detentor de 1/4 das intenções de votos para Governador. Assim, obteve - da mesma forma que conseguiu sua imensa fortuna - a suposta condição de pêndulo das próximas eleições para o governo estadual. Chegou a ser recebido pelo Presidente Luiz Ignácio e seu apoio tornou-se objeto de desejo de todas as correntes políticas na disputa. Logo descartou sua disposição de concorrer ao Governo Estadual e seu nome - da mesma forma que surgiu na pesquisa - deixou de figurar nas últimas consultas populares. Por isso, a mercadoria que oferece - ou melhor, que os interessados tentam comprar - não se revela de boa qualidade e muito menos de origem garantida. Confirmando seu histórico - de oportunismo explícito - sugere que vai apoiar o candidato favorito, mas promete que apenas vai se definir mais adiante. Enquanto isso, as fichas - à sua frente - vão se acumulando. Cabe apenas alertar aos incautos:- cuidado com o blefe!

Tasso! Assim, não vai dar...

A relação de amizade e de comprometimento político entre o senador Tasso Jareissati e o candidato Ciro Gomes, podemos até entender. O que não se pode admitir é que o lider político ceareanse Tasso, na condição de Presidente do PSDB comprometa a démarche de entendimento do seu partido no âmbito do espectro político nacional, com vistas as eleições de outubro que se aproximam. Não se compreende a postura do presidente Tasso quando deixa-se levar por problemas menores - situado na esfera paroquial - do seu Estado, coloque em dúvida sua condição de levar adiante a candidatura de seu partido à Presidência da República. Lembre-se que ainda não está sendo cobrado por andar atrelado - com Ciro Gomes - que é inimigo fidagal do partido que o senador dirige. Constata-se apenas que alguma coisa está errada ! Ou Vossa Excelência não acredita na possibilidade do PSDB voltar a governar o País.. Ou Vossa Excelência coloca os interesses do Estado do Ceará - entenda, os interesses da sua corrente política no âmbito estadual - adiante dos interesses do seu partido político e até mesmo do seu País. É bom que se defina de uma vez, caso contrário - poderá, até sair vitorioso em seu Estado - mas o PSDB sucumbirá a nível nacional. Aliás, como já ocorreu nas eleições de 2002. O senhor deve se lembrar, não é?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Cinismo ou ironia do Saulo !

O Secretário da Segurança Pública teria admitido a existência de cerca de trinta pessoas inocentes mortas durante a semana mais violenta da história recente de São Paulo. Ainda teria se negado a divulgar os nomes das vítimas inocentes, alegando não querer fazer injustiça com as famílias dos mortos. Pare aí, doutor Saulo ! A injustiça foi, eventualmente, praticada lá atrás quando essas pessoas foram assassinadas impiedosamente - tal qual ocorreu com os policiais sacrificados. Agora, anunciando seus nomes e revelando a verdade sobre essas mortes, a Secretaria da Segurança Pública apenas estaria resgatando a memória dos mortos e homenageando seus familiares com a apuração dos fatos, certamente indicando os culpados pelo genocídio!

O Mercadante é assim . . . !

Ao deparar com o senador Mercadante na televisão - durante o programa institucional do Partido dos Trabalhadores - procurando a todo custo vincular-se politicamente ao Governo Federal, sua imagem nos remeteu à sua aparição - até certo ponto extemporânea - na CPMI dos Correios, quando o publicitário Duda Mendonça anunciava ter recebido pagamento em dolares do PT, através de depósitos no exterior. Numa atitude insólita, que chegou a provocar comentários - até certo ponto desairosos do ex-deputado José Dirceu - o ilustre senador, de público fez questão de isentar-se de qualquer vínculo com aquela forma de seu partido arrecadar e distribuir dinheiro. Indagado sobre a origem dos recurso empregados na sua corrida ao senado, alegou, na ocasião, que seus gastos estavam inseridos no orçamento da campanha presidencial. Com isso, tirou sorrateiramente a caspa caída em seus ombros, e saiu airosamente do episódio - apenas revelando algumas lágrimas, incontidas pela perda - por certo, não só da pureza ideológica . . . Agora, num rompante de bravura e galhardia, surge imponente na busca do Governo do Estado de São Paulo, para defender as cores e os feitos - não do seu partido, como era de se esperar - mas do Governo Federal, procurando a todo custo aliar-se à figura do presidente Luiz Ignácio. Até quando ? Não se sabe. Talvez sua conveniência dite, mais uma vez, o seu caminhar !

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Situações previsíveis . . !

Meses atrás, os vereadores de Ourinhos questionaram a transferência da Cadeia Pública de Ourinhos para a Secretaria da Administração Penitenciária. Foram votos vencidos - ou teriam sido, simplesmente desmoralizados - pela decisão governamental de implantar o centro de ressocialização. Os presos de Ourinhos e subregião passaram a ser recolhidos nas cadeias públicas de outras cidades, como Santa Cruz do Rio Pardo, Ipauçu, Bernardino de Campos e São Pedro do Turvo. A iniciativa, por certo agradou a população de Ourinhos, que via sua cadeia como um problema comunitário. Então, transferiu esse problema para as cidades menores e sem condições materiais e recursos humanos para atender aquela demanda. Para o homem comum as dificuldades eram previsíveis. Primeiro, a cidade de Ipauçu teve sua cadeia destruida.

Agora, surge rebelião na Cadeia Feminina de São Pedro do Turvo. Presos foragidos e a população acata dessas cidades colocadas em insegurança e sobressaltos.É oportuno lembrar, que as cadeias públicas dessas cidades foram edificadas para atender a demanda local. Recolher o preso provisório, criminoso eventual, desprovido de periculosidade. Apenas nesse sentido, o funcionamento dessas unidades encontra justificativa.

O GUARDA-CANCELA VICENTE

Em outro texto, fiz referência apenas en passant dessa pessoa admirável. As minhas primeiras lembranças, dão conta de um homem forte, de pele clara, avermelhada, já um senhor, casado e com muitos filhos. Morava com sua família em uma das duas casas que a ferrovia mantinha ? do lado de baixo dos trilhos, próximas da avenida Jacinto Sá - para seus funcionários.

O posto de trabalho do senhor Vicente, era a passagem de nível existente na rua Antônio Prado. Era tempo de pujante movimento ferroviário. A estação de Ourinhos, como entroncamento e ramal para o Estado do Paraná, mantinha sua estação, armazéns e páteos sempre movimentado. Por pessoas, cargas e trens.

Meus primeiros contatos com aquela figura de homem sizudo e autoritário - até certo ponto grosseiro - mas cônscio da responsabilidade decorrente de seu cargo, aconteceu quando fui matriculado no jardim da infância do Grupo Escola ?Jacinto Ferreira de Sá?, com meus 5 ou 6 anos de idade.

A cidade ainda mantinha algumas ruas sem calçamento e o movimento de veículos era pequeno. Apenas alguns motoristas ? digamos, mais empolgados ? causavam alguma preocupação. Os demais dirigiam com cautela e segurança, talvez porque ainda não haviam sido despertado pela competição dos dias atuais. A preocupação maior das pais, era com a passagem dos trilhos da ferrovia.

Lógico que as primeiras idas para a escola, fui levado pela minha mãe ou por algum dos irmãos mais velhos. Mas, logo depois - apenas munido de guarda-sol, de pequeno porte, que meu pai impôs para me proteger do sol escaldante, já que a cidade ainda não tinha as ruas arborizadas - passei ir sozinho para a escola. Para quem ainda não sabe, eu morava na avenida Jacinto Sá, no quarteirão da "Oncinha".

Nessa caminhada, além de guardar as orientações de meus pais, contava com a atenção, zelo e autoridade do senhor Vicente. Ali na passagem dos trilhos - em sua área de atuação - detinha a autoridade máxima. Diante da aproximação de uma composição, no momento em que puxava manualmente a cancela - fechando a passagem - não havia pedestre, ciclista, carroceiro ou cavaleiro que ousasse desafiá-lo ou afrontar sua atuação.

Não havia faixa amarela - como as existentes no metrô - mesmo assim, o simples olhar vigilante e a postura do senhor Vicente fazia com que as pessoas permanecessem afastadas dos trilhos. Com as crianças e idosos seu cuidado era redobrado.

Igual autoridade exibia quando o trem - em manobras intermináveis - impunha atraso aos estudantes no horário das aulas e aos trabalhadores no ingresso em seus empregos. Indicava com segurança que o trem estava parado - o contato com o maquinista e manobrador era pessoal - e auxiliava as crianças e as pessoas mais idosas a transporem a composição. Sempre havia algum vagão, mesmo de carga, com uma passagem provida de escada. Ou mesmo saltando por entre os engates, dificilmente perdíamos o horário.

Por certo, o respeito ao guarda-cancela Vicente, decorria da confiança que despertava nos usuários e da responsabilidade que se dedicava ao seu mister, que tornava aquele trabalho - aparentemente simples - eficiente, importante e reconhecido pela comunidade.

Talvez, em nossos dias - onde o princípio da autoridade e respeito as regras de boa convivência se revelam desmoralizadas - o exemplo de dedicação e responsabilidade do senhor Vicente, seja um exemplo a ser lembrado !
(Folha de Ourinhos - 13/08/2006)

terça-feira, 16 de maio de 2006

Juiz ou Corretor ?

O comportamento do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, que conduz o processo de Recuperação Judicial da Varig, soa de forma - no mínimo - estranha. Com a nova Lei de Falência esse procedimento foi introduzido na legislação brasileira e está - praticamente - sendo inaugurado nesse tormentoso episódio, não só por envolver valores astronômicos, mas também por dizer respeito a gestão temerária, manipulação de assembléias pelo grupo majoritário e outros desmandos inclusive com dinheiro público.. O empenho do juiz Luiz Roberto em ver a empresa colocada nos trilhos - talvez o correto, fosse colocá-la no ar com segurança - por certo não extrapola sua competência na presidência do processo, mas causa certa - digamos, apreensão. O magistrado já esteve em Brasília colocando-se à disposição do Ministro da Defesa Waldir Pires, outro abnegado em resolver o imbróglio, para discutir a melhor solução para o problema. Agora, depois de intermediar discussão entre a direção da companhia, seus credores e pontenciais investidores, adianta que o, eventual, comprador da empresa em leilão não herdará seus débitos - em torno de 8 bilhões. Assim, numa forma inusitada de realizar a prestação jurisdicional, o ilustre magistrado adianta possível veredito sobre assunto, ainda sob discussão e no aguardo de futura decisão judicial.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

A toga, quando bem usada, causa temor !

É de domínio público que o Presidente Luiz Ignácio - nos últimos meses - vem realizando campanha política despudorada. Mas, a partir da semana finda, pelo menos dois episódios o colocaram em vigília pré-ordenada, num verdadeiro resguardo - digamos, silêncio respeitoso. O primeiro, foi a ação unilateral do governo boliviano, quando estatizou os recursos do subsolo e expropriou as instalações da Petrobrás. O outro acontecimento, diz respeito ao Ministro Marco Aurélio de Mello, que assumiu a presidência do TSE. Em seu discurso de posse - Marco Aurélio - desancou os escândalos que vem dominando a área política brasileira, apontando a falta de compostura de alguns políticos - por não assumirem suas responsabilidades. A partir desses episódios, não se sabe por conveniência ou recato mesmo, o certo é que o Presidente Luiz Ignácio deixou de proferir seus "improvisos" de caráter eminentemente político / eleitoral. Indaga-se? Estaria o nosso presidente constrangido com a afronta que seu parceiro Evo Morales pregou-lhe, com o incentivo de Hugo Chavez. Ou, estaria o presidente / candidato apenas se resguardando - alertado pelo ministro / jurista - diante da possibilidade de ver sua candidatura comprometida, por infrigência à lei eleitoral. Neste caso, estaria revelando temor - até certo ponto, reverencial - à toga e ao Ministro, cujo primo ajudou a derrubar !

"Silvinho" usou O Globo para cobrar PT !

É comum nas relações comerciais, o credor apontar o devedor inadimplente mediante apresentação do título vencido ao Cartório de Protesto. Percebe-se que a entrevista do Silvio Pereira para a jornalista Soraya Aggege, do O Globo, revela semelhança com a situação envolvendo credor e devedor. "Silvinho", depois de 22 anos de petismo, fora colocado para escanteio - descartado, como se fosse bagaço de cana - pela atual direção do PT. Reclamava algum tipo de ressarcimento e / ou assistência material, mas o presidente Berzoini não o atendia. Assim, buscou apontar o seu crédito com o Partido dos Trabalhadores, usando O Globo, do último domingo, como seu "cartório". O devedor / notificado mobilizou-se para impedir o "protesto do título" e, pelo que apresentou na CPI dos Bingos, Silvio Pereira obteve a satisfação de seu crédito - na pior das hipóteses, promessa de sua realização.

terça-feira, 9 de maio de 2006

Suplicy não larga a bandeira do petismo . . . !

O senador Eduardo Suplicy não larga a bandeira petista. Continua a pregar a ética e transparência na vida pública, embora em alguns momentos tenha praticado seus erros e equívocos. Mas não perde oportunidade para criticar seus companheiros que de algum modo escamoteiam aqueles princípios. Agora, mais uma vez não se constrange de vir a público e convocar o quadro mais expressivo do seu partido - o presidente Luiz Inácio - para dar explicações sobre as denúncias do Silvio Pereira. O comportamento do senador Suplicy não nos representa tão simplório como transparece, muito menos desprovido de outras conotações que não fosse seu amor pelo primado da honestidade, correção na vida pública e firme disposição de obter mais um mandato no senado federal. Sua postura, com propósito que se assemelha ao comportamento de Dom Quixote de La Mancha, pode se traduzir num objetivo bem definido - tornar-se uma opção para o PT nas eleições de 2010, quiçá a única !

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Preparem-se para revisão do Tratado de Petropolis !

Como era previsto, Evo Moralez "encampou" os ativos da Petrobrás na Bolívia. O presidente Luiz Ignácio aplaude a iniciativa do seu colega boliviano e encerra sua fala dizendo sentir -se feliz diante do ocorrido. Agora - seria o caso - de se esperar que o governo boliviano denuncie o Tratado de Petropólis - através do qual o Barão do Rio Branco anexou o Território do Acre ao Brasil - e obtenha mais um sucesso em sua empreitada nacionalista. Enquanto isso, nossos governantes - por certo - continuarão a aplaudir as ações do lider cocaleiro, como iniciativa legítima e de soberania do país vizinho.

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