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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Gylmar, uma lenda!

Realmente preocupante o estado de saúde do nosso querido Gylmar dos Santos Neves, referência para os goleiros brasileiros - por sua técnica refinada, elegância, plasticidade nas defesas e longevidade como guarda-meta do Jabaquara, Corinthians, Santos e, particularmente, na Seleção Brasileira. Atente que ele teve o Castilho e o Veludo, como sombras, ambos goleiros do Fluminense, como reservas de luxo. Seu tipo de galã e atitudes serenas (salvo aquela corrida contra o Maurinho, jogador do São Paulo, que o teria provocado perguntando qual canto que queria a bola - imagine!) provocavam o coração e sentimentos das garotas sonhadoras. Lembro que seu casamento com uma moça da colônia sírio-libaneza, integrante da alta sociedade paulistana, foi noticiado com destaque pela revista "O Cruzeiro", maior tiragem da época, que lhe reservou a capa. Como corinthiano, lamentei sua transferência para o rival da baixada santista - lugar de origem, pelo menos futebolisticamente. Também acompanhei suas análises, serenas como seu temperamento, que emitia sem hesitação e com acuidade técnica, quando de sua participação em programas esportivos. Após deixar os gramados, tive a alegria  de encontrá-lo pessoalmente,  em apenas uma oportunidade - algum tempo atrás no Pão de Açúcar, do Guarujá. Já na cadeira de rodas, aguardava seu vigilante cuidador realizar compras.

Um pouco constrangido aproximei-me e pedi licença para me dirigir a ele - sem hesitar, abriu aquele sorriso largo e me estendeu a sua longa  mão esquerda, onde obsersei  seus dedos, também longos, exibindo as marcas de sua atuação como goleiro. Como ele foi minha referência na infância e adolescência, tive a ousadia de mostrar-lhe o cotovelo, para comprovar que também carregava vestígio de minhas aventuras como goleiro de futebol de salão, já que meu 1,68 m de altura não permitiram que me aventurasse na saga do meu ídolo. Gylmar voltou a sorrir e eu, respeitosamente, me despedi, falando da honra de encontrá-lo e desenjan-lhe saúde e longa vida. Mais adiante, ainda na minha estada no Guarujá, constatei que éramos vizinhos e assim pude observar em várias manhãs, sua esposa ainda uma bela mulher, caminhando pela praia e parar para saudar seu esposo, confortavelmente sentado na varanda de seu apartamento. Sinto-me privilegiado e por isso reitero meus votos de saúde e longa vida ao nosso "Girafa" - apelido que define bem sua postura.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ave de mau agouro!

Difícil imaginar um são paulino chefiando a delegação corinthiana no Japão - além de inacreditável, seria de maus presságios. Por outro lado, a figura do indigitado José Maria Marin é sinistra. Até parece saída das trevas - acrescente-se: nada confiável. A sua vida pregressa igualmente não o recomenda:- filhote da Ditadura Militar, foi criado no seio do “malufismo”. Como vice de Paulo Maluf acabou assumindo parte do mandato de Governador do Estado de São Paulo – mais ou menos como aconteceu agora, a CBF igualmente caiu no seu colo. Acreditem, os mais jovens, São Paulo sobreviveu a sanha desses pedradores do interesse público – o futebol brasileiro também haverá de superá-lo. Nos moldes do “malufismo”, depois de acertar os ponteiros com o ex-presidente Ricardo Teixeira –  este, mesmo afastado e “exilado” voluntariamente nos Estados Unidos, continua percebendo altos vencimentos -  Marin resolveu dar à CBF a sua cara. Outro mau presságio – saravá! Pode até dar certo, mas o esporte, quando levado a sério, exige organização e seriedade – talvez esteja querendo repetir o Governo Militar na improvisação.  Não custa lembrar que a história do nosso futebol revela que a reprodução de momentos passados, ainda que exitosos, sempre acabou nos frustrando – basta lembrarmos das Copas de 1966 e 1974.

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