sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Gabrielle, apenas um agente do governo

A entrevista do José Sérgio Gabrielli deve ter causado frisson nos acionistas da Petrobrás. Como militante petista, em nenhum momento hesitou em colocar-se como agente do governo federal e fiel aos princípios que norteiam as ações e estratégia de manutenção no poder pelo petismo. O retorno do monópolio, em todas as instâncias, no ramo do petróleo e seus derivados (ainda busca gerir outras fontes de energia), é o ponto fulcral da sua gestão. Ignora as leis que regem o mercado e sua preocupação com os interesses dos acionistas praticamente inexiste - pelo menos não a manifestou. Aliás, sua gestão (temerária) em outros momentos já havia revelado falta de compromisso, tanto com os acionistas como com os consumidores brasileiros. Essa postura ficou evidente quando manteve (para o consumidor interno) o preço dos combustíveis, enquanto o petróleo alcançava valor estratosférico no mercado mundial. Ainda mais estranho quando manteve inalterado o preço dos derivados do petróleo na baixa - período que retornou a valores quase irreais. Reconhecidamente, no primeiro momento agiu exclusivamente como agente do governo (sem qualquer compromisso com o acionista) e no momento atual, quando o valor do petróleo retorna para patamares razoáveis), resolve agir em nome da "boa-gestão" mantendo ou até mesmo reajustando o preço dos combustíveis (desta vez desprezou o interesse público/consumidor).Tanto no primeiro momento como atualmente, sua gestão continua sendo temerária - caso houvesse livre concorrência fica claro que seus métodos não seriam sustentáveis. Nesse aspecto basta lembrar as dificuldades que a empresa passou durante a "crise internacional" (quase uma marola!) quando precisou socorrer-se de empréstimo a "fundo perdido" junto a Caixa Econômica Federal para atender compromissos imediatos - chegaram a comentar sobre a inexistência de caixa. Por isso, sua proposta de recuperação do monopólio na exploração, refino e distribuição dos derivados do petróleo soa arcaica e insustentável no decorrer do tempo - no momento estamos assistindo a derrocada da IPDVSA sob a batuta de um governo parecido e uma gestão semelhante!

Números da PF, merecem reflexão

A minha condição de observador, após 31 anos na carreira policial, permite refletir sobre os números oferecidos pela Polícia Federal - como resultado de seu trabalho durante o exercício de 2009. Embora expressivos, alguns números se tornam pífios perante a nossa realidade. Por exemplo, considerando que a PF dispõe de sedes nos 26 estados brasileiros, as 4.534 prisões realizadas, se distribuídas por suas principais unidades, resulta em menos de uma prisão por dia. As operações especiais (281) por melhor que sejam seus resultados se aproximam de 10 por estado, isso durante o período de doze (12) meses. Louve-se, por outro lado, o número de feitos instaurados em sua relação com os inquéritos relatados (concluídos) - mesmo não sendo definido os exercícios a que pertencem estes últimos e, tampouco idicado o estoque remanescente nas delegacias. A lentidão e procrastinação na conclusão de seus feitos é sobejamente reconhecida. Lamente-se a diminuição na quantidade de substâncias apreendidas - foi dispensada qualquer justificativa. O resultado anunciado fica menos expressivo se o compararmos ao número de policiais que compõe o efetivo da Polícia Federal - por isso, a relação custo benefício não justifica o júbilo do ministro petista. Também não pode ser desprezado que a Polícia Federal age sobre um número reduzido de infrações penais e sua atuação alcança todo território brasileiro - talvez o público desconheça sua negligência com outras atribuições, como é caso da fiscalização das empresas de segurança!

Acordo Brasil - Vaticano, pretere evangélicos

Comportamento típico do petismo - acerto de conta com a CNBB - ratifica acordo com o Vaticano. A socapa, assim como na calada da noite, aproveitando cochilo (ou seria conivência) da "bancada evangélica", que compõe a base do governo petista, o Poder Executivo propôs e o Congresso Nacional (das duas casas de lei) aprovou acordo com a Santa-Sé.Recentemente, o presidente petista - como se tornou regra - preferiu não aparecer em situações constrangedoras (evitar desgaste político) outorgou ao Embaixador Brasileiro perante a Santa-Sé a autorização assinar a ratificação do acordo. Agora, contrariando a Constituição Brasileira, o Governo Brasileiro permite que a Igreja Católica Apostólica Romana ministre o ensino religioso nas escolas brasileiras - em detrimento dos demais ramos do cristianismo, particularmente dos protestantes evangélicos. A CNBB passa a representar o Estado do Vaticano através de suas sedes em todo país - como se fossem consulados - uma excrescência em termos de representação diplomática. O acordo ainda alcança as Forças Armadas - exclusivamente os capelães católicos poderão alcançar o generalado, através de simples indicação do Papa. Por sua relevância, ao lado de eventual impugnação judicial, via ADIN, o assunto merece ser discutido pela sociedade brasileira, particularmente pelos cristãos evangélicos, nesse período pré-eleitoral!

Vazio de lideranças

Pelo visto o vazio de lideranças - pessoas altamente qualificadas, criativas, com iniciativas exequíveis e de interesse comum, além de providas de senso ético e caráter ilibado - não é um mal que assola apenas o Brasil. A outorga, ao presidente petista pelo jornal francês "Le Monde", do prêmio "personagem do ano" confirma essa realidade. Neste caso, apenas a figura excêntrica, própria de um "macunaíma", totalmente desprovida de outros atributos, como a correção de caráter e personalidade escorreita, pode justificar essa premiação. Nada como o vocabulário do homenageado pode definir a premiação: até parece gozação!

Motivação do padrasto - não ficou clara

Ao lado drama que preencheu a longa demanda pela guarda do pequeno Sean, não pode passar despercebida a figura do seu padastro - ilustre membro de uma dinastia de juristas. Desde a inusitada obtenção da "guarda provisória" do enteado, obtida logo após a morte de sua mulher (mãe da criança) - sugerindo a situação que a guarda fosse deferida aos avós maternos. Depois sua resistência em negar ao pai (vínculo sanguíneo) o direito de criar e conviver com o filho, à distância transpareceu um despropósito, não só do ponto de vista jurídico, mas principalmente humanitário. Ainda assim, ao preservar sua imagem, mantendo-se à distância até mesmo das audiências judiciais - onde trafega com experiência e conhecimento, preferindo outorgar essa tarefa aos seus advogados - e também da mídia em geral, despertava algum respeito. Agora, aparecer em público, abraçado ao enteado, como se o protegesse de um inimigo inexistente (salvo a curiosidade pública, geralmente mórbida) revelou comportamento estranho, por oposto á postura então adotada, permitindo deduzir outras motivações para sua empreitada, inclusive razões de ordem pessoal - até mesmo de caráter psicológico!

Petista cria seu "lavapés"

Para o presidente petista, não basta a popularidade e o alto índice de aprovação do seu governo, sua disposição agora é concorrer à posição de "mito", de preferência religioso, como foi "Frei Damião". A iniciativa do Setor de Propaganda do Governo Federal, ao promover o almoço com cantadores de papel, às vésperas do Natal não foi por acaso - além de propaganda política antecipada - extrapolando os costumeiros atos populista. Por certo a CNBB não haverá de manifestar a respeito, mas a conotação do encontro teve um caráter "místico", quase religioso - algo parecido com a Cerimônia do Lavapés que os líderes católicos, num gesto de humildade, realizam durante a Semana Santa. No caso do presidente petista o sentido humanitário fica descartado, por nada ter feito em defesa e proteção dos catadores durante seu duplo mandato - a exploração político/eleitoral do encontro ficou estampada nas manchetes dos jornais e na costumeira retórica, pobre de conteúdo, mas recheada de platitudes (conversa de botequim...)!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Novo visual, como estratégia de marketing da petista

Coincidência ou não, ao mesmo tempo que abandonava a peruca, a Ministra Chefe da Casa Civil passou a exibir-se com uma nova tonalidade de maquiagem. Ao contrário da aparência rosada, que se aproximava de bronzeado, por ocasião da Conferência do Meio-Ambiente em Compenhagem, a Ministra reapareceu ostentando uma palidez candente. Ao lado do Vice-Presidente da República, também convalescente, o sentimento de comiseração não pode lhes foi negado - ainda que ali pudesse estar presente estratégia de marketing. No entanto, as lágrimas da Ministra poderiam ser dispensada - essa manifestação de fraqueza não compõe com o seu perfil de "guerreira" - nem mesmo o revelou quando anunciou doença e depois a sua recuperação.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

É a vez do Paraguai

Quem diria! Cabe ao Paraguai, mais precisamente aos seus congressistas, dar o rumo para o Mercosul. Por certo desde Solano Lopes o pequeno e as vezes injustamente mal afamado país sul-americano terá oportunidade de mostrar o seu valor e a sua independência perante os seus vizinhos. O destino do Mercosul está nas mãos do legislativo paraguaio - será o último (e com poder de veto) a aprovar ou não o direito da Venezuela integrar-se ao Mercosul, como sócio com direito a voz e a voto. Já imaginaram o coronel Hugo Chaves presidindo o Mercosul (a presidência é rotativa ) e falando em nosso nome. O governo petista quer e nós merecemos!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Filme do presidente no paralelo

Curiosamente o presidente reclamou da inexistência de cópia pirata do seu filme - quase num lamento! Essa postura, talvez revele o conceito enviesado do petismo a respeito da concorrência comercial - ou quisesse contar com a clandestinidade para popularizar o seu filme. Agora, parece que sua vontade será atendida - segundo o Direto da Fonte, da Sonia Racy - os camelôs prometem a mercadoria barata (quanto a qualidade, permanece a dúvida) para a semana que vem!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sérgio Rosa, um sindicalista servil

Como todo sindicalista de boa cepa, Sérgio Rosa reaparece nas páginas do "Estadão" para tecer loas à sua administração da Previ e ao mesmo tempo agradar o presidente petista. Ao justificar as intervenções do governo na Vale e nas empresas públicas, praticamente garante o seu emprego, quando admite submeter-se à vontade do chefe do executivo. Por outro lado, parece equivocado quando anuncia que a PREVI perdeu 30% do seu capital (140 bilhões) durante a crise, mas que já recuperou perto de 20% (135 bilhões). Se compararmos com a valorização do índice BOVESPA, no mesmo período, próximo de 80%, o resultado da PREVI foi pífio. Fica evidente que a gestão de Sérgio Rosa não é eficiente e agora nos revela temerária diante do seu comportamento servil diante da vontade do presidente petista - simplesmente por ele ter a caneta na mão. Essa realidade deve trazer preocupação real para os segurados daquele fundo de previdência!

Duas figuras, com perfis semelhantes

A edição do "Estadão" desta quarta-feira foi pródiga em reproduzir, de uma só vez, manifestações de duas figuras sombrias da vida nacional - embora há décadas ocupem espaços relevantes. Como diria o deputado do "é dando que se recebe" ambos merecem bitola mais estreita. Sérgio Rosa, oriundo do movimento sindical, acabou encontrando no PREVI um espaço seguro e depois confortável e na entrevista não esconde disposição de não contrariar seu senhorio - por certo na esperança de perpetuar-se no posto. Enquanto isso, Fernando Mesquita sempre prestativo aos interesses de José Sarney, desta vez, como secretário de Comunicação do Senado, tenta justificar a má gestão daquela casa de lei - presidida por seu eterno patrão. Deverás deplorável!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Justiça privilegia alguns, em detrimento de outros

Reconhecer o direito do doente recorrer à Justiça para obter assistência médico / hospitalar condizente com seu estado de saúde será sempre legítimo. Contudo, socorrer-se do Poder Judiciário para livrar-se da fila de transplante e com isso obter o órgão sem respeitar as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde, pode merecer alguma discussão de caráter ético ou legal. Agora, jactar-se por ter alcançado a precedência no atendimento, como transparece a matéria publicada no OESP deste domingo, pode até certo ponto revelar escárnio com os pacientes preteridos. Sem embargo do caráter humanitário que, eventualmente, pode embasar situações como essa, por outro lado permite entender como simples aplicação da "Lei de Gerson", onde a disposição de levar vantagem prevalece sobre os demais concorrentes. Em outros casos a capacidade econômica, posição social, relações de amizade e até mesmo influência política, podem produzir o mesmo resultado. Enquanto isso, a maioria dos pacientes, pobres e/ou subservientes à lei morrem nessa mesma fila - se a lei não é justa, que seja reformada ou adequada à realidade nacional, mas burlar a regra estabelecida erga omnes ou aplicá-la de acordo com a conveniência de poucos, à distância nos parece extremamente injusto.

Governo Petista, mais parece fim de feira

A desventura de um governo medíocre, dotado de todos os males advindos do populismo desenfreado, minado pela corrupção e manifestamente incompetente na gestão do dinheiro público, no seu estertor assemelha-se ao fim da "feira-livre" - a famosa "Xepa". A distribuição de subsídios, sob os mais diferentes argumentos e justificativas - muitas vezes encobrindo negociatas e favorecimentos, tanto do capital (leia-se empresários) como com o trabalho (leia-se sindicatos) - segundo especialistas da área, não atendem critérios de mercado, tampouco da gestão fiscal, monetária e econômica. Agora, os bancos oficiais (BB, CEF e BNDES) que já vinham sendo utilizados politicamente, voltados para atender os interesses populista e eleitoreiro de um governo reconhecidamente malversador do dinheiro público, sob pretexto de facilitar o acesso ao crédito, passaram a agir sem qualquer racionalidade ou responsabilidade com o futuro dessas instituição, até mesmo com sua sobrevivência, tornando seus balcões de atendimento verdadeiras bancas de "feira-livre" - no momento da "Xepa", quando o feirante, na iminência de perder suas mercadorias, no caso pela deterioração, as repassam aos consumidores por preço vil. Qualquer semelhança não se trata de ficção, mas da realidade nua e crua que haveremos de conviver - cabe a cada um de nós, através do voto, restaurar a seriedade e competência no trato da coisa pública!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cristiana, verdadeiro Lôbo na pele de jornalista

A possibilidade de acompanhar a programação da Globo News nos permite assistir programas de qualidade, entre quais incluo "Painel, com o jornalista William Waack, Jornal das Dez, apresentação do Trigueiro e Fatos & Versões, atualmente com a jornalista Cristiana Lôbo - antes teve à sua frente Franklin Martins e Carlos Monforte. Ultimamente não há como deixar de indignar-se com as intervenções e comentários da jornalista Cristiana Lôbo, tanto em seu programa semanal "Fatos & Versões", como nas participações diárias no "Jornal das Dez" - por não serem isentos e demonstrarem clara simpatia pela doutrina petista de fazer política e governar. Talvez buscando percorrer o caminho trilhado por seus colegas Franklin Martins e Teresa Cruvinel, no decorrer dos dias essa profissional parece estar aprimorando seu viés de parcialidade sem qualquer receio de demonstrar sua simpatia pela doutrina petista de fazer política e governar. Cabe lembar, que tanto Martins como Cruvinel deixaram seus empregos e abrigaram nas hostes Governo Federal com propósito de inovar em matéria de informar o público em geral. No último programa "Fatos & Versões", com a participação do jornalista Paulo Moreira Leite, da revista Época, e da jornalista Adriana Vasconcelos, do jornal O Globo, a discussão versava sobre o envolvimento dos políticos de Brasília com a corrupção estatal, expondo as mazelas da política nacional. Dado momento, em uma de suas intervenções, a mediadora Cristina Lôbo acabou se superando - aproveitando as imagens do GDF recebendo dinheiro e do ministro do STF maldizendo a utilização do "caixa dois" nas campanhas eleitorais, a jornalista, sem qualquer pudor ou discernimento profissional, sustentou que o "mensalão petista" não podia ser comparado com os "mensalões da oposição" (tanto mineiro, como brasiliense) por estes terem envolvido chefes do Poder Executivo. Evidente que as duas situações são deploráveis, por desprovidas da ética e renunciar o interesse público como sustentáculos da atividade política. Ainda assim, não há como deixar de indignar-se com a posição e opinião externadas pela jornalista Cristina Lôbo, onde ficou patente sua simpatia pelas cores petistas. Por outro lado, cabe lamentar que a profissional não levou em conta ou tenha se esquecido das imagens do Waldomiro Diniz, subordinado direito do José Dirceu,então chefe da Casa Civil, recebendo propina (apenas 1% do valor do negócio) que exigiu do "bicheiro" Cachoeira; ou do Maurício Marinho, diretor dos Correios e responsável pelas compras, também guardou o dinheiro oferecido pelo empresário no bolso do paletó (mesmo gesto do deputado distrital). Outra passagem que a jornalista preferiu descartar foi do publicitário Duda Mendonça confessando perante a nação brasileira que havia recebido dólares no exterior como pagamento da campanha petista de 2002 - não vale esquecer que o atual presidente petista favoreceu-se daquela situação. Ainda mais grave foi a conclusão de Cristiana Lôbo sobre o reflexo do "mensalão do DEM" na campanha de 2010 - como sóe acontecer, o ênfase voltou para o prejuízo da candidatura oposicionista, mais uma vez evidenciou sua opção política. Deverás lamentável a postura profissional de Cristiana Lôbo, além de não deixar dúvida sobre o seu perfil político, ainda revela suas disposição de acompanhar a trilha de seus colegas Franklin Martins e Teresa Cruvinel que foram se engajar no projeto petista de "comunicação oficial", sem dispensar as oferendas do "aparelhamento estatal". Quiçá as Organizações Globo não lhe ofereça o beneplácito da dispensa e permita que a jornalista voluntariamente busque os seus objetivos!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mesmo jogo em dois ou mais canais

Sugiro ao boleiro Ugo Giorgetti que acompanhe o jogo do seu time através do rádio - de preferência tirando o som da televisão. Além de extravasar seu inconformismo, ainda poder constar que as informações fluem melhor através das ondas do rádio. A sugestão pode até não atender nossa expectativa, mas certamente ampliará suas opções.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tomasquim e as desculpas petistas de sempre

Como todo petista que se preze, o Maurício Tolmasquim, da EPE, reconheceu apenas "meia verdade":- não são só os consumidores que pagam a conta, mas principalmente os contribuintes. Isso, em geral, decorre da má gestão do dinheiro público - e não adianta querer atribuir culpa aos responsáveis pelas licenças ambientais. Óbices dessa natureza poderiam ser vencidos com projetos melhor elaborados e implementados de maneira racional - desprezando, por exemplo, os interesses político / eleitorais do "PRI tupininquim".

Delegacias guardam toneladas de drogas

Não deixa de ser preocupante a existência de toneladas de substâncias tóxicas depositadas em unidades policiais. Não obstante a existência de previsão legal - da própria lei anti-tóxico - que autoriza a incineração desses produtos. Seu armazenamento por longos períodos e nem sempre de forma adequada, permite a ocorrência de fatos lamentáveis - como aquele nas dependências do IML de Campinas, de onde foram subtraídas centenas de quilos de cocaína. Cabe a Polícia Civil, como guardiã desse material, colocar fim nessa situação - basta inventariar as substâncias armazenadas e pedir ao juízo criminal autorização para sua incineração. Em alguns casos, a lei autoriza a destruição imediata - após o exame de pequena amostra e a preservação de outro tanto para eventual
contra-prova. Basta disposição!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Estudantes, massa de manobra petista

Evidente que o Governo do Distrito Federal haverá de ser defenestrado e a corja que o tomou de "assalto" exemplarmente punida. Agora, a invasão das Assembleia Distrital e a tomada de suas instalações por um grupo de estudantes, está se traduzindo em mais uma panaceia petista. É sabido que os deputados petistas, após o escândalo, aproveitando o vazio deixado pelos parlamentares envolvidos, acabaram se assenhoreando do Poder Legislativo do DF. Com isso, permitiram que um pequeno grupo de estudantes invadissem - parece que foram convidados a entrar. Depois, também a convite de uma deputada petista, deixaram o recinto, permitindo que os pedidos de impeachment fossem lidos da tribuna. Após a sessão, novamente foi lhes franqueada as instalações da Assembléia Distrital - sem que houvesse qualquer resistência ou defesa do patrimônio público. Curiosamente, mesmo com ordem judicial para sua desocupação, os deputados petistas resistem em manter o prédio do parlamento ocupado.Com isso, fica patente o uso dos estudantes, como massa de manobra para manter o clima de indignação e favorável à instalação do processo de impechtmant do governador e, se possível, do seu vice. Talvez assim, um desses deputados acaba se instalando no Governo do Distrito Federal e dê vaza à forma petista de governar!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ciro errou o alvo ou foi mal orientado

O deputado Ciro Gomes, ao atender orientação do presidente petista, acabou errando o alvo. Diante do vazio deixado pela queda do governador José Roberto Arruda, sua eleição para o Governo do Distrito Federal seria uma barbada. Agora, resta-lhe assumir sua quase candidatura a Presidente da República ou se enveredar na aventura ao governo paulista, sugerida pelo petista-mor. Nas duas situações terá papel secundário - quiçá de coadjuvante. É de supor que tenha se arrependido pela má escolha!

Mujica, agora quer unidade!

Após sua eleição, o presidente José Mujica conclama as demais correntes políticas uruguaias a cerrar fileira com seu governo. Logo ele que sempre fez oposição - segundo o princípio, "Hay Govierno? Soy Contra" - como todos os radicais de esquerda. Pelo menos agora, há que ser coerente, seu grupo foi eleito para governar (situação) e aos derrotados cumpre fazer lhe oposição. Nada mais democrático - atendê-lo, além de não atender os interesses do país, reduziria seus oponentes à capitulação!

Prefeitos, atentai!

Governo petista, mais uma vez, afronta os prefeitos municipais. Em cada movimento do executivo federal, no sentido de promover subsídios fiscais a determinados setores da indústria nacional, causa sério prejuízo à formação do Fundo de Participação dos Municípios - evidente que as cotas sofrem redução em seus valores. A promessa de repasses compensatórios, nem sempre repõem as perdas sofridas - mas sua reiteração acaba transformando esse expediente em instrumento político / eleitoral do Governo Federal. O direito inalienável dos municípios, por exclusiva vontade e interesse do petismo, se transforma em benesse - sua distribuição serve para promover a figura do chefe do executivo, como dar visibilidade à sua candidata nas próximas eleições. Descarado emprego da máquina pública em prol de um projeto político populista, com viés manifestamente autoritário. Cabe ao eleitor consciente freia-lo - ou não!

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