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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Definitivamente, reduzir plantões não é solução

Incrível, até mesmo quando busca acertar a Polícia Civil de São Paulo incorre em equívoco. Honestamente, não se pode acreditar que, diminuindo os postos de atendimento para elaboração de boletins de ocorrência, estará melhorando o seu serviço. O autoatendimento é um engodo - o exemplo da zona norte permite essa conclusão. Basta imaginar uma vítima de violência, sendo obrigada a deslocar-se do Bairro do Jaçanã ou adjacência, até o 9º Distrito Policial, no Bairro de Santana - praticamente no centro da cidade, para registrar o fato e ser encaminhada para exame. É um absurdo inominável e fica ainda mais cruel ainda quando a justificava é a redução de despesa. Ao contrário das medidas anunciadas, a expectativa da população, no momento, se traduz
pela melhora do atendimento - simplesmente agilizar a elaboração dos boletins de ocorrência, já seria suficiente para recuperar a imagem e despertar alguma confiança. Depois de priorizar o atendimento - como ocorre num pronto socorro - aí sim, a Polícia Civil poderia pensar em
tornar-se mais eficiente na investigação policial, aperfeiçoando os trabalhos de Polícia Judiciária, sua vocação constitucional.

domingo, 2 de novembro de 2008

Obstar a votação do orçamento, é uma opção dos policiais civis

Apesar de alguns percalços e das dificuldades encontradas para estabelecer um canal de conversação com o Governador do Estado, ninguém pode negar, tampouco ignorar a mobilização dos policiais civis, em greve desde meados do mês de setembro. As lideranças do movimento grevista têm demonstrado capacidade de manter acesa a chama da indignação com o tratamento discriminatório, por desumano, dispensado aos policiais civis pelos governos do PMDB e PSDB, que se sucederam na direção do Estado de São Paulo desde a redemocratização do país. Agora, a atenção do movimento está voltada para a discussão e votação da proposta de reajuste encaminhada para apreciação da Assembléia Legislativa pelo Governo do Estado. Sabemos que o governador dispõe de folgada maioria no legislativo e não encontrará dificuldade para "enfiar goela abaixo" o ridículo, por insuficiente para repor as perdas, 6,5% de aumento salarial. Diante da dificuldade de reverter esse quadro, seria o momento de adotar, como estratégica política de médio-prazo, a obstrução da discussão e votação do orçamento do Estado de São Paulo - */nem que, para isso, fosse preciso promover acampamento nas dependências do Palácio Nove de Julho/* - como instrumento de pressão à governança do candidatíssimo presidencial.

sábado, 27 de setembro de 2008

O negócio não é bem eu, é "Mané", "Pedro" e "Romão"

No momento, encontro apenas nos versos do poeta maranhense João do Vale argumento para justificar a insensibilidade do Governo do Estado frente a greve da Polícia Civil de São Paulo. O movimento consegue, pela primeira vez na sua história, mobilizar seus integrantes, alcançando todas as séries de classes. Ainda assim, não consegue trazer o Governo do Estado de São Paulo para a mesa de negociação - aliás, comportamento adotado pelos últimos governos - apesar de justas as reivindicações. A postura do governador sugere que o problema não é a Polícia Civil, que conta com 30 mil integrantes, que até poderia ser atendida nas questões salariais, mas sim a Polícia Militar, com seu contingente superior a 100 mil milicianos, que passariam a reivindicar tratamento isonômico. Talvez uma sinalização do pessoal fardado - no sentido de aderir ao movimento paredista fosse suficiente para sensibilizar o governo paulista. Não se trata de solidariedade, mas de simples comprometimento com os interesses comuns.

domingo, 7 de setembro de 2008

Mar de cana - favorece usineiro e penaliza as duas pontas do mercado de alimentos

Poderíamos também dizer:- "o mal da cana". Essa é a situação do Estado de São Paulo. O governo estadual, um pouco tarde é verdade, revela preocupação pela ocupação de 70% das terras agricultáveis com a lavoura de cana de açúcar e promete intervir para frear esse descalabro. A situação somente é confortável para os usineiros, por estarem com sua produção próxima dos centros de consumo, auferem maiores lucros. Situação inversa enfrentam os produtores de alimentos. Há décadas estão sendo obrigados a levar suas lavouras para terras cada vez mais distantes, não só dos grandes centros urbanos, mas também dos portos que permitem o escoamento de suas safras. Com isso o agricultor vê o seu lucro minguar, principalmente com as despesas de frete - tanto para os insumos, como para o transporte da produção - enquanto o consumidor paga cada vez mais caro pelos alimentos que consome. Sem esquecer que a cana-de-açúcar, sendo explorada em áreas próximas dos centros urbanos, prejudica o meio-ambiente e atenta contra a qualidade de vida nas cidades.

Preocupa a privatização de presídios

Como outras na esfera da administração pública, a iniciativa causa certa apreensão. Tempos atrás, no âmbito da Secretaria da Segurança Pública, essa possibilidade foi ventilada e acabou sucumbindo a um emaranhados de equívocos - um delegado da cota do atual Chefe da Casa Civil, teria sido demitido. A preocupação se justifica até mesmo porque agora é a Secretaria da Administração Penitenciária quem toma a iniciativa e causa estranheza ver o seu titular sair a campo na busca de parcerias. Por mais elogiosa que possa transparecer a iniciativa, basta saber que essa não é a atividade fim da SAP para despertar alguma dúvida - talvez fosse mais convincente se o estudo partisse da Secretaria do Planejamento ou Gestão do Governo do Estado.

domingo, 15 de junho de 2008

Intrigante desagravo na repartição pública

Intriga assistir a omissão da Administração Superior da Pasta, tampouco a Casa Civil do Governo do Estado ousou reprimir a utilização das dependências do Denarc, por seu diretor - acusado de enriquecimento ilícito - para realizar entrevista de desagravo. A conduta do servidor merece o nosso repúdio e ação enérgica do Poder Público, mesmo porque contou com a presença de funcionários subordinados - numa encenação típica de pastelão. Das duas uma, o Governo do Estado reprime comportamento dessa ordem, afastando sumariamente o diretor ou hesita, demonstrando conivência - nesse caso, pode demonstrar comprometimento pelo uso de cargo ou função pública como meio de angariar recursos, talvez até mesmo para fins eleitorais.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Menos, governador Serra

Ultimamente, o governador José Serra - sujeito comedido, como todo "tucano", algumas vezes até demais - vem anunciado promessas de realizações para os próximos dois anos de seu governo que ferem a lógica e ofendem o senso comum. Tempos atrás, ao anunciar o reinício das obras do Rodoanel, prometia concluí-la em tempo recorde, mas o que temos visto é o ritmo lento dos serviços, mesmo porque existem sérios problemas na área ambiental a serem superados. Em outro momento, junto com o prefeito Kassab - como se estivessem em campanha política - veio a público comemorar o ritmo da construção da linha (lilás ?) do Metrô, sugerindo a entrega de parte do trecho para breve. Agora, edição de 15/10, do Estadão, estampa em manchete outra promessa construção de 44 presídios com prazo de entrega até 2010. Epa! Como se diz lá no interior:- pera aí, vamos com calma, que o santo é de barro e o nosso ouvido não é paiol... ! Podemos até reconhecer suas qualidades de bom administrador - inclusive sovina, quanto à remuneração dos seus funcionários - mas, supor que vamos acreditar em promessas dessa natureza, seria o mesmo que levarmos a sério os projetos relacionados com o PAC do Governo Federal. E isso parece ofensa à qualquer "tucano" de boa cepa. Cuidado! Pode parecer mentira que vá entregar dois (2) presídios por mês.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Outra boa sacada do governador Serra !

Boa sacada do governador Serra! Mas como definir a iniciativa de devolver ao contribuinte 30% do ICMS recolhido por meio da nota fiscal on-line? Maquiavelismo, premiar para dividir ou distribuir o bem aos pouquinhos - ou então: - seria a medida mais econômica ou mais eficiente que remunerar melhor o corpo de fiscais da Secretaria da Fazenda? Também não ficou claro qual contribuinte será premiado:- o comerciante que emitiu a nota fiscal on-line ou o consumidor que exigiu a nota fiscal? Em qualquer circunstância, o resultando será auspicioso para os cofres do Estado de São Paulo. Aos poucos ele vai mostrando sua maneira de governar - sem perder a mania de consultar seu mapa astral
pela manhã.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Decálogo do Serra - é primário e não inova

Apenas repleto de boas intenções - nem todas próprias e nenhuma original. Essa é a primeira impressão que o decálogo do governo do estado para a área da segurança pública revela. Por exemplo, no Item I - Prioridade com a prevenção, cabe tudo - é amplo e pode até mesmo não trazer nada de novo. Aliás, apenas traduz o primeiro objetivo da segurança pública. Depois repete exaustivamente - como se tomasse como mantra - a expressão integração. Agora, não só entre as policiais estaduais - que nunca se realizará, por motivos óbvios ! - mas também entre secretarias e até mesmo com entes federativos. E por aí vai, até cair na mesma esparrela de alteração na legislação penal. Medidas mais simples - por viáveis e de implementação imediata - poderiam ser lembradas e adotadas. Por exemplo, o novo governo estadual não menciona as guardas civis municipais - como se não existissem. Desconsiderar o aproveitamento das guarnições municipais - logicamente, estendendo a elas atribuições policiais - no âmbito do policiamento preventivo uniformizado, é o mesmo que ignorar a importância da descentralização do serviço público. Não se pode ignorar que a previsão constitucional das guardas municipais e sua eficiência no policiamento urbano e rural tornou-se a única inovação na área da segurança pública desde 1988, mesmo com alguma restrição legal. O último ítem, que traduz a intenção de extinguir as cadeias públicas em delegacias de polícia - referência a sedes de comarcas, no interior do Estado - revela-se em desserviço público. As instalações existem e as equipes de carcereiros estão a postos, então porque não utilizá-las para os casos de prisões decorrentes de inadimplência na prestação de pensão alimentícia, depositário infiel e situações de flagrantes afiançáveis ou prisões temporárias. Ao jejuno - como deve ser o caso - submeter essas pessoas a um estabelecimento prisional da SAP torna-se uma violência sem tamanho e com conseqüência imensurável. Agora, reorganizar o serviço de inteligência e informações - investigação policial, na acepção legal do termo - integrada com as congênres estaduais será sempre salutar. Apenas não pensem que haverá troca de figurinha "carimbada" !

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

"Chips" com cheiro de maracutaia

Desde a vigência do novo Código de Trânsito - que já não é tão novo - ficou estabelecida a obrigatoriedade da vistoria veícular. Lá já se vai uma década ou mais, e a medida ainda não foi adotada. No Estado de São Paulo, certamente ! A licitação chegou a ser realizada e os interessados em prestar o serviço foram escolhidos. Contudo, diante da evidências de manipulação do processo licitatório e notícia de vazamentos e favorecimentos, a vistoria vecular ficou para as calendas. A diretoria do DETRAN / SP acabou sucumbindo diante das denúncias. Até mesmo envolvimento de filho do então governador do estado - como interessado na escolha dos concessionários do serviço - chegou a ser comentado. Agora surge outra inovação - os chips para identificação dos veículos automotores. A idéia surge - nos parece - de repente e foi se incorporando ao dia-a-dia como num "rastilho de interesse". A Prefeitura Municipal de São Paulo incentiva a medida, adiantando-se para anunciar que firmará convênio com o DETRAN/SP para utilizar-se do sistema. Seria oportuna a discussão: - de onde partiu a iniciativa e a quem interessa a adoção do chips ? Há que se reconhecer tratar-se de uma sacada de gênio ! Digna dos melhores momentos da atual direção do DETRAN / SP.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

DETRAN - É HORA DE DISCUTIR SEU FUTURO !

A notícia é recorrente, já que periodicamente surge um novo escândalo envolvendo funcionários, despachantes policiais, auto-escolas e a sistemática de funcionamento do Detran de São Paulo. Agora, mais uma vez a Polícia Civil, como responsável pelas principais atividades do Departamento de Trânsito, inclusive sua direção, suporta denúncia sobre venda de "carteiras de motoristas". Embora reconhecendo tratar-se de importante serviço prestado pela Polícia Civil de São Paulo - no âmbito de todo território do estado - assim como, o serviço de identificação civil e criminal (IIRGD), as questões atinentes ao registro de veículos e habilitação de condutores fogem da sua atuação precípua - que diz respeito à atividade de Polícia Judiciária e suas questões processuais
- conforme preceitua o Artigo 144, § 4º da Constituição Federal. Apenas a guisa de lembrança, cabe registrar que a Polícia Civil de São Paulo, durante os cem anos de existência, já suportou enorme elenco de atribuições, inclusive relacionados com diversão pública - incluindo, o serviço de censura - assistência social, fiscalização de hotéis e similares, controle de armas e munição, dentre outros. Por razões que não cabe considerar, acabou sendo substituída nessas atribuições por outros órgãos, com mais afinidade e disposição para o mister. Nas questões relacionadas com Detran, vamos caminhando para o mesmo destino. A rigor, os serviços de registro, licenciamento e fiscalização de veículos, bem como, cursos de aprendizagem e habilitação de condutores, setor de ensino, exames médicos / psicotécnicos e outras atividade relacionadas com o trânsito, lamentavelmente não se coadunam com a atividade fim da Polícia Civil. O ônus que a corporação vem suportando há décadas, diante dos repetidos escândalos, mazelas e dificuldades administrativas, parece não compensar o status e prestígio eventual que a atribuição lhe confere. Talvez fosse este o momento oportuno - como demonstração de despreendimento e sabedoria - para se discutir o assunto no âmbito da corporação, com a disposição de encontrar-se o meio adequado para levar ao Exmo. Governador do Estado sugestões para o seu encaminhamento. Por exemplo, redistribuir essas atribuições com duas ou mais secretarias de estado. Certamente haverá resistência, até mesmo na Polícia Militar do Estado, por motivos, razões e interesses mais diversos. É bom lembrar, na expressiva maioria dos estados brasileiros, o departamento de trânsito não está vinculado à Secretaria da Segurança Pública. Situações já vividas recomendam:- " ... entregar os anéis para não perder os dedos ... " Reflitam !

(Diário de Assis - 27/09/2006)

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Cinismo ou ironia do Saulo !

O Secretário da Segurança Pública teria admitido a existência de cerca de trinta pessoas inocentes mortas durante a semana mais violenta da história recente de São Paulo. Ainda teria se negado a divulgar os nomes das vítimas inocentes, alegando não querer fazer injustiça com as famílias dos mortos. Pare aí, doutor Saulo ! A injustiça foi, eventualmente, praticada lá atrás quando essas pessoas foram assassinadas impiedosamente - tal qual ocorreu com os policiais sacrificados. Agora, anunciando seus nomes e revelando a verdade sobre essas mortes, a Secretaria da Segurança Pública apenas estaria resgatando a memória dos mortos e homenageando seus familiares com a apuração dos fatos, certamente indicando os culpados pelo genocídio!

segunda-feira, 20 de março de 2006

Foquismo às avessas

Muitos devem se lembrar do "foquismo" como estratégia guerrilheira, em movimento revolucionário. Aqui no Brasil tivemos como exemplo do emprego do "foquismo" a guerrilha do "Araguaia" e do "Caparaó", este último abortado no nascedouro. Em síntese, a proposta era criar grupos de insurgentes em diversos pontos do país, onde suas fileiras seriam engrossadas com a adesão da população local e assim conseguir minar e depois tomar o poder central. Agora, vejo a administração do município de São Paulo adotando como política pública uma tática semelhante ao "foquismo" quando passa a empregar em bairros - "nichos" de desigualdade e violência - medidas de ações sociais em parceria com a população. O modelo está sendo testado no Jardim Ângela com vista a prevenir o crime e atender a população em suas necessidades básicas. Alguns resultados já apareceram, a taxa de homicídios diminuiu e o engajamento dos moradores foi significante. Assim, a Prefeitura tende a estender as ações para outros bairros Brasilândia, Grajáu e Lajeado, também considerados violentos e carentes dos serviços públicos elementares - saúde, limpeza e iluminação pública, escola, transporte digno, lazer, segurança, assistência social, etc. - Essa experiência da Prefeitura de São Paulo deve servir de exemplo para outras cidades do Estado e do País, lembrando que nas cidades menores os resultados poderão ainda ser melhores, desde que haja disposição do Poder Público e adesão da população.

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