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domingo, 23 de agosto de 2009

Ao invés de extinguir, vamos renovar o Senado

Tudo indica que o PT, liderado pelo presidente petista, apostam na extinção (fechamento) do Senado Federal. Lideranças expressivas do seu partido na Câmara dos Deputados estão propondo e dispostos a introduzir o Legislativo Unicameral. Evidente que interessa ao presidente e seu partido o fechamento do Senado, pois é naquela casa de lei, onde sempre prevaleceu a sabedoria, emanada da experiência e equilíbrio dos seus membros, que o governo vem encontrando as maiores
resistências a seus desmandos e sofrendo derrotas expressivas - basta lembrar a não prorrogação da CPMF. Agora, por conveniência e oportunidade políticas, o governo petista intervém num assunto que diz respeito à economia interna do Senado, através de um grupo de apaniguados e contando também com o descrédito e falta de unidade da oposição, já impôs e procura manter em sua direção um aliado de ocasião, flagrado na prática de atos ilegais e totalmente desmoralizado. Reconhecidamente o propósito é político, tendo como pano de fundo - /não a eleição de 2010, como vem apregoando/- inviabilizar o regular funcionamento daquela casa legislativa e sua condição de câmara revisora dos atos e projetos - deflagrados numa Câmara adesista - emanados do Poder Executivo. Pelo visto e já demonstrado pelos atuais integrantes do Senado Federal, o plano e a vontade do governo petista estão sendo cristalizados através da manutenção do maranhense na sua presidência - mesmo com os escândalos pipocando diariamente - e do seu descrédito decorre o não funcionamento regular do plenário. Por isso, a população não podendo esperar qualquer modificação desse lastimável quadro, mesmo porque não interesse ao governo petista, através de sua base,
restabelecer a normalidade do importante órgão legislativo, continuar assistindo seus "projetos aloprados" barrados ou reformados, enquanto seus membros revelam desinteresse com o destino da casa e demonstram apenas disposição em salvar a própria pele - vide os exemplos dos senadores Azeredo e Arthur Virgílio - cabendo exclusivamente aos eleitores alterarem essa situação. Basta lembrarem que nas eleições de 2010, dois terços (2/3) do Senado Federal será renovado. Atentai! - Nada menos que 54 senadores enfrentarão as urnas para buscar a renovação de seus mandatos. Por motivos óbvios, alguns já desistiram de concorrer, como é o caso do senador Romeu Tuma. Este é o nosso momento - caberá a nós eleitores defenestrar os renitentes, por falta de capacidade de nos representar com dignidade e dedicação (leia-se coragem!) para enfrentar e defender os verdadeiros interesses do povo brasileiro. Lembrem-se, no Estado de São Paulo, os senadores Aluízio Mercadante (petista, filho do general Oliva, mais conhecido como "um dos aloprados" e agora renunciante arrependido) e Romeu Tuma (de origem política indefinida), terão ou não os seus mandatos renovados - dependendo de cada um de nós eleitores!

sábado, 13 de junho de 2009

Com fica o diretor-geral do Senado?

Quando leio que José Alexandre Gazineo, atual diretor-geral do Senado Federal, admite ter assinado boletins secretos desconhecendo seu conteúdo e destino, não tenho como deixar de lembrar o delegado de polícia, de uma cidade do interior paulista, que assinou, inadivertidamente, portaria instituindo a pena de morte no município. O delegado foi exonerado do cargo, enquanto Gazineo deverá continuar prestando bons serviços aos senadores.

domingo, 3 de maio de 2009

Congresso pós PT, apenas uma amostra

Com o início da atual legislatura, assistimos intrigados a sequência de escândalos que permeia o Congresso Nacional. Fica cada vez mais evidente, a malversação do dinheiro público, tanto no Senado, como na Câmara dos Deputados, mas é a ausência dos mínimos cuidados com a gestão, no âmbito das duas casas, que nos revela a incúria na maneira de administrar, fadada ao descalabro moral. Não pode ser coincidência, tampouco um acaso, que a Câmara dos Deputados viveu na legislatura passada sob a égide de uma "administração petista" - misto de médico e sindicalista, com inusitada capacidade de tergiversar e negligenciar sobre assuntos importantes - enquanto isso, o Senado vivia momentos tormentosos sob uma administração nefasta sob todos os aspectos, com a complacência da maioria de seus pares (leia-se base política do "governo petista") - coroada também com um ilustre petista em sua presidência. Agora, assistimos impassíveis, ainda que indignados, a revelação de uma sucessão de desmandos, que parecem infindáveis, envolvendo a administração e integrantes das duas casas legislativas. Desse imbróglio, o mais preocupante é suspeitar que esse modelo de administração pública, voltada para o clientelismo, onde permeia o favorecimento pessoal, desprezando o mérito e a qualificação individual, desapegada de valores éticos e privilegiando os interesses políticos/ideológicos, acabou impregnando os demais Poderes da República. As recentes manifestações do "presidente petista", sugerindo que o uso de passagens áreas utilizadas, até então sem qualquer controle, pelos parlamentares "não seria um mal a ser reparado" - além de revelar oportunismo deslavado, ainda quer nos fazer crer que comportamento dessa espécie tornou-se regra na administração pública brasileira. Aliás, sob essa visão, o Presidente da República se revela coerente, por já havia consagrado - quando do episódio do "mensalão" - a utilização do CAIXA 2 eleitorais. O tesoureiro do seu partido preferiu o eufemismo "dinheiro não contabilizado" - a sua fonte não vinha ao caso. Aos mais atentos, essa maneira "petista" de governar já era conhecida desde os tempos da Cpem, denunciada pelo então ex-petista Venceslau Tarso, com promessa de inchar as arrecadações municipais - esquema parecido com a participação nos royalties do Petróleo, envolvendo desta vez a empresa do Vitor Martins, alto funcionária da ANP - atualmente assistimos a manipulação despudorada dos fundos de pensões, FAT, FGTS e dos bancos oficiais, com propósitos político/eleitorais. Diante desse quadro, não fica difícil imaginar que ao "futuro governo" caberá administrar uma espécie de "terra arrasada", uma situação infinitamente pior que a do atual Congresso Nacional. Basta supor as dificuldades impostas pelo "inchaço" da folha de pagamento e despesas com custeio; aparelhamento dos fundos de pensões, bancos oficiais e empresas estatais - haja Tribunal de Conta, Controladoria, Procuradoria da República, desde que isentos e descomprometidos com a atual gestão. Cá entre nós, ainda que remanesçam algumas reservas, os tempos futuros inevitavelmente serão difíceis!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Renan aposta no recesso de julho

Enquanto, um grupo de senadores - até mesmo da base aliada - resistem a votar o relatório na Comissão de Ética, tentando como isso prolongar a agonia do Renam Calheiros, acabam fazendo o jogo do sagaz alagoano. Está evidente que - diante da resistência de companheiros da base aliada - o Presidente do Congresso quer mais é protelar a votação do parecer do relator. Como bom jogador, aposta no período de recesso, quando os parlamentares voltam para suas bases e refletem em contato com seus problemas caseiros, chegando a conclusão que as agruras enfrentadas por Renan não são estranhas ao cotidiano da maioria. Certamente, quando retornarem no mês de agosto voltarão a ser aglutinar na defesa do suposto infrator - se não por solidariedade, vale a pena se resguardar,
ninguém sabe o dia de amanhã. Ontem, foi o Collor - depois o Roberto Jefferson e o José Dirceu, agora o Renan - amanhã quem será?

quinta-feira, 23 de março de 2006

A verticalização agradou a todos

A decisão do STF não teve a repercussão esperada. Ninguém contestou e muito menos lamentou, até parece que agradou a todos. Essa letargia, não demonstra que regra estabelecida pelo Congresso Nacional foi declarada inconstitucional por outro Poder da República e, portanto, não será aplicável no pleito de outubro. Lembram-se da mobilização para aprovar a emenda-constitucional. O interesse seria apenas do Planalto? Sua prioridade, naquele momento, ensejou a convocação extraordinária. Podemos então concluir:- a obrigatoriedade da verticalização nas próximas eleições nacionais não tinha a relevância anunciada; ou, apenas se tratava apenas de um jogo de cena, muito comum na seara da política nacional, sempre buscando outro desiderato - não aquele anunciado - assim dissimulam sua verdadeira intenção e outra vez ludibriam a opinião pública. Como se tudo não passasse de uma brincadeira de "faz-de-conta". Mas, vamos ao voto, sem perder o espírito crítico e nossa indignação.

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