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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Rio - Exército não participou do socorro às vítimas

Início dos anos 60, uma fábrica de camisa, instalada na rua de casa, pegou fogo. Logo as labaredas iluminavam a noite ( quase madrugada ) ourinhense. Em meio à movimentação de populares. chamou a minha atenção a figura do sargento Plínio, então responsável pelo Tiro de Guerra 34, com sede na mesma rua, investido em seu uniforme de combate, correndo em direção ao sinistro. Observei que coube ao militar dar alguma organização ao combate ao incêndio - policiais da força pública, funcionários da prefeitura e voluntários - obedeciam sua orientação e não contestavam suas iniciativas. Ao final da noite, lamentavelmente as instalações da fábrica de camisa e a residência do seu proprietário restaram destruídas pelo fogo, mas as indústrias, armazéns e residências vizinhas não haviam sofrido danos significativos Por isso, causa apreensão e até certo ponto intriga, que somente após uma semana das inundações, deslizamentos de encostas e soterramentos - somando mais de 200 mortos - é ventilada a participação de militares do Exército Brasileiro no resgate às vítimas, distribuição de alimentos e colaboração na garantia da ordem pública. Tudo por acreditar que os quartéis estejam sempre preparados e contando com número suficiente militares para qualquer situação de emergência - intervenção armada em defesa do território brasileiro, das autoridades e suas instituições - quiçá para intervir em tragédias de tamanha extensão, quando os meios disponíveis serão sempre insuficientes.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Exército ocupa favela no RJ

Sem muito alarde, o Exército Brasileiro - utilizando efetivo de 200 homens - ocupou o Morro da Providência na cidade do Rio de Janeiro, prometendo ali permanecer por prazo indeterminado. Entendimento com a Associação dos Moradores levou o comando da operação a reduzir o efetivo para 60 homens e recolher armas de grosso calibre, como metralhadoras anti-aéreas, instaladas na quadra de esporte. Os militares prometem a realização de obras de interesse da comunidade, além de atividades lúdicas e prestação de serviços médico e dentário - com visível propósito de se aproximarem da comunidade. Certamente, haverão outros objetivos e interesses nessa operação, além do propagado reconhecimento do terreno, avaliação da organização dos moradores e treinamento militar. Em outros tempos, poderíamos reconhecê-la como prática da "Teoria do Foquismo" (às avessas) tática de guerrilha empregada por movimentos revolucionários, inclusive o nosso PC do B e MR8 no Caparaó e Araguaia. Ou, simplesmente o Exército descobriu- o que é bom para o Haiti é bom para o Brasil - colocando em prática os métodos empregados pelas tropas da ONU no Caribe.

quarta-feira, 8 de março de 2006

Exército e a circunstância !

A expressão "sou eu e mais as minhas circunstâncias" (?) é oportuna para justificar a ação do Exército Brasileiro nos morros do Rio do Janeiro. Há muito, segmentos expressivos da sociedade clamavam pela intervenção do Exército na cidade do Rio de Janeiro para coibir o alto índice de violência que permeia a comunidade carioca. Seus comandantes sempre relutaram em tomar posição ativa nesse contexto, alegando que a finalidade do Exército era outra, por certo mais ampla e mais nobre, e que seus homens eram treinados para a guerra e não para o controle social. Ainda que a situação se agravasse ao ponto da sede do governo estadual ser atacada a tiros, as Forças Armadas se negavam a atuar na garantia da segurança pública. De repente, quis o destino que um quartel - de elite - do Exército Brasileiro instalado na cidade maravilhosa fosse invadido, seus guardas subjugados e agredidos, e do seu interior subtraido dez fuzis e uma pistola. Diante da afronta e humilhação, seus comandantes tomaram posição e resolveram agir. Mobilizaram tropa, veículos e armas pesadas, para tomar de assalto os morros e pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro. Decorridos alguns dias de ocupação militar, não consta que os autores do roubo tenham sido identificados e muito menos as armas recuperadas, mas é certo que os registros policiais apontam acentuada diminuição nos índices de criminalidade. Então, ainda que premido pelas circunstâncias, a atuação do Exército Brasileiro - embora gere alguma polémica - tem revelado eficiente no combate à violência urbana. Se traduz na operação saturação que o prefeito Rudolph Giulianni empregou com sucesso em Nova York. Apenas resta lamentar que o Poder Público não atue - implementando políticas públicas nas áreas carentes - no momento de vácuo do poder paralelo, sob controle diante da presença da força policial / militar, para ocupar os espaços que lhe pertence por direito e dever legal.

sábado, 4 de março de 2006

Estrelados suicidam-se!

A morte de dois comandantes militares - ambos generais - do Exército Brasileiro merece reflexão. No meu caso, aguçada pela curiosidade. As circunstâncias em que os eventos ocorreram não deixam dúvidas, trata-se de suicídios. Pelo noticiado, os dois generais ocupavam postos de comando e ambos se aproximavam dos 60 anos. Mesmo não sendo versado no assunto, Reconhecidamente nosso cérebro é um repositório de informações, conhecimentos, emoções, ações realizadas e não realizadas, e sentimentos dos mais incofessáveis, que torna - cada um de nós - um rescaldo de indefinição. Ao levar em conta que os dois oficiais mortos - cada um, com mais de trinta anos de serviço - participaram, efetivamente, dos Governos Militares. Seria oportuno, apenas a guisa de especulação, saber da atuação de ambos durante o período de exceção. Talvez fosse possível estabelecer algum parâmetro entre as atividades que realizaram - por dever de ofício, ou não ! - com a estupidez que os levaram a perder o recomendado equilíbrio e racionalidade, - valores indispensáveis na formação militar - a por fim à própria vida. Ou se chegaria a outra conclusão, também, plausível:- a falta de reconhecimento - primeiro dos governantes e depois da sociedade - da importância da organização militar na defesa da pátria e preservação da soberania nacional; desmotivação para o serviço, diante da falta de recursos e meios, decorrência da falta de verba; má remuneração, dificuldade de manter família em condições razoáveis e conseqüente perda de status social - isolamente, os próprios militares hoje se auto-intitulam milicos, expressão antes pejorativa. Enfim, os dois episódios não podem passar despercebidos e ignorados pela sociedade e muito menos alheios à observação acadêmicia, da qual não me incluo.

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