sábado, 14 de outubro de 2006

Aloprados não. São petistas de alto coturno a serviço de uma causa

Quando a imprensa adota a expressão "aloprados" para identificar os petistas envolvidos no Dossíê Vedoim, apenas repercute a disposição do presidente e do Partido dos Trabalhadores em não identificar aquelas pessoas com seus pares e próximas do governo. Os envolvidos, sem exceção, são todos petistas de alto coturno - com prestígio e ocupando cargos relevantes nas mais variadas instâncias partidárias. Nenhum deles é louco e muito menos "aloprado" - são pessoas inteligentes e com formação político / ideológica firmes e enraizadas até a medula. Sempre exerceram e, futuramente voltarão a exercer, cargos e ocuparão postos no Partido dos Trabalhadores, aliás como vem acontecendo com Dirceu, Genuíno, Delúbio, "Silvinho", Marcelo Sereno e Berzoine - ou vocês imaginam que todos estão alijados das entranhas partidária. Certamente, a estratégia adotada pelo petismo depois do fatídico debate da televisão Bandeirantes, não partiu de mentes tacanhas como do coordenador de campanha Marco Aurélio Garcia ou do ministro Tarso Genro, que já havia anunciado a refundação do partido e acabou nisso... Repetir o termo empregado pelo presidente e seus asseclas, é o mesmo que acreditar - ou querer acompanhá-los - nessa encenação vergonhosa ao atribuir a compra do dossiê a "meia-dúzia" de simples militantes que teriam agido à revelia da direção e lideranças partidárias.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

IBAMA flexibiliza exigências . . .

Vamos repercutir ! O governo petista mais uma vez manifesta pragmatísmo. A ministra Marina da Silva passou quatro anos jactando-se de sua atuação em defesa do meio ambiente e, agora, às vésperas do segundo turno, o IBAMA vem anunciar flexibilização das regras para conceder licença ambiental. Ao mesmo tempo a campanha petista proclama que o atual governo diminui em 40% o desmatamento. Há que se denunciar a manipulação de dados e a proposta contraditória à política até agora adotada. O ecopetismo não funcionou ?

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Algumas dúvidas sobre o Legacy e seus ocupantes

O acidente aeronaútico envolvendo o vôo 1907, Boeing da Gol e o Legacy, fabricado pela Embraer, acabou envolvido numa rede de versões desencontradas - e, por conseguinte não conclusivas. O pomo da controvérsia, mesmo não desconsiderando as 154 mortes, reduziu-se ao funcionamento ou não do aparelho denominado transponder, responsável pela transmissão de dados do jato executivo. Embora confesse a minha ignorância em assuntos relacionados com a aviação, ouvindo, lendo e observando as discussões acabei ficando envolvido pela polêmica. Com esse interesse, sugiro que seja considerada a possibilidade do transponder, embora ligado, estar funcionando, mas por algum motivo. em stand- bye. Seu barulho incomodava a conversa ou o cochilo dos ocupantes. Enquanto isso, o piloto, co-piloto e passageiros, aí incluindo o repórter americano, do Legacy poderiam muito bem estarem envolvidos em animado "papo". Entre as histórias e experiências do profissional de imprensa, a conversa - certamente, animada por alguma bebida, até mesmo enérgico - acabou enlevando a todos. Nessas condições, transpuseram o eixo monumental, sem observar que sobrevoavam Brasília, com suas construções exuberantes. Depois alcançaram a região amazônica - e, da mesma forma ignoraram suas belezas naturais. Somente recobraram a atenção quando o Legacy bateu contra o Boeing. Ainda assim, alegam em uníssono, que não relacionaram de imediato o impacto com acidente envolvendo outra aeronave. No mínimo intrigante essa postura ! Nesses casos, o exame toxicológico não seria desprezível - muito pelo contrário, uma providência recomendada. Apenas dois ou três dias depois, nas dependências da aeronaútica no Rio de Janeiro, os pilotos foram examinados. A providência seria de praxe, ainda na Base Área da Serra do Cachimbo - poderão alegar, não havia recursos para realizar o exame, mas a simples a coleta de sangue seria suficiente para preservar o quadro clínico do piloto, co-piloto e passageiros do Legacy. Também não foi mencionada, muito menos descartada, a existência de bebida alcoólica ou garrafa vazia no interior do avião executivo. Diante das circunstâncias, seriam medidas consideradas de rotina em situação como essa - ainda mais quando resultado foi letal para 154 pessoas.

TSE defende equilíbrio na campanha eleitoral

Grossi e Peluso, excelente dupla de ministros do nosso tribunal superior eleitoral, agora atuaram como zagueiros - na defesa de uma campanha eleitoral pretensamente equilibrada - deliberaram no sentido de determinar que a revista Veja, através da Editora Abril, retire outdoor de propaganda institucional com a foto do candidato Alckmin. Seria o momento de indagar aos mesmos magistrados, onde está o equilíbrio dessa campanha quando o presidente / candidato manipula verbas do orçamento, segundo sua conveniência. Para mostrar austeridade, às vésperas do primeiro turno - onde esperava sair consagrado - glosa 1,5 bilhão de reais do orçamento. Um dia depois do primeiro turno, diante da necessidade de submeter-se a um segundo escrutínio, não hesitou em reverter aquela posição de rigor com o dinheiro público, para liberar - através de medida provisória - 1,7 bilhão de reais para atender emendas e de seus aliados e pagar dívidas atrasadas. Agora, ainda mais recentemente, obtém o apoio - o coordenador da campanha governista nega a "compra desse apoio" - do governador do Estado do Mato Grosso, mediante outra liberação de verbas no momento de 3.0 bilhões de reais em favor dos agricultores. Ao mesmo tempo, o ministro Hélio Costa, aparece na televisão anunciando a liberação de outros 700 milhões de reais do fundo de telefonia para compra de computadores para escolas. Mostre-nos então - senhores ministros - onde está o equilíbrio defendido e preservado por disposição de vossas excelências ?

terça-feira, 10 de outubro de 2006

A quem interessa investigar denúncia anônima?

(Comentando o artigo publicado no Jornal de Piracicaba)

Antes é oportuno lembrar que diversos diplomas encartados na legislação brasileira não dão guarida - aliás, repudiam a denúncia anônima. Por desprezível, diante da covardia do seu autor que se abriga no anonimato. Geralmente servem a vendeta e visam deslustrar a imagem de pessoas honradas e dignas - ou, quando não usadas para acobertar ou simplesmente desviar a atenção de fato (s) mais grave (s). Suponho que foi esse entendimento que norteou o parecer do douto promotor de justiça - da 3ª promotoria da comarca - quando propôs o arquivamento de informações semelhantes, também de origem anônimas, que recebera anteriormente. Registre-se não consta tê-las arquivado, apenas com a reserva merecida as submeteu ao órgão superior do Ministério Público. Vale registrar, caso não quisesse o douto promotor de justiça - da 4ª promotoria criminal - acompanhar o seu colega e adotar providência idêntica, sm.j., para uma situação análoga, poderia - spont sua - deflagrar inquérito civil, como instrumento legítimo do MP, para investigar atos de improbidade administrativa e sem a participação - salvo subsidiariamente - da Polícia Civil. Preferiu, igualmente por questões de foro íntimo, adotar medida sui generis - por não prevista em lei - quando encaminhou, não se sabe a que pretexto ou disposição legal, a denúncia anônima ao juiz de direito da 3ª vara criminal da comarca da Piracicaba. A autoridade judiciária, premida pelas circunstâncias e diante da impossibilidade de outro encaminhamento - já que não lhe caberia arquivar os documentos, sem o devido processo legal - se não requisitar a instauração de inquérito policial junto à repartição pertinente. No caso a seccional de polícia, cujo titular tem como uma de suas atribuições, investigar atos de detentores de mandato político, no âmbito municipal. Assisto, com certa apreensão e até certo ponto perplexo, o encaminhar de assunto desprezível, exclusivamene por sua origem anônima, através diversas instâncias administrativas e judicial. Felizmente, foi ter às mãos do doutor Ricardo Abreu Penteado Fiori, capacitado e experiente delegado de polícia, orgulho da Polícia Civil e da comunidade piracicabana. Com a sabedoria, tranqüilidade e conhecimentos jurídicos que lhes são peculiares, certamente conduzirá com a necessária isenção - e rigor, inclusive para identificar e localizar a origem das denúncias - as investigações pertinentes. À distância felicito-o pela oportunidade e auguro sucesso em mais essa difícil empreitada, sabendo que irá desempenhá-la com a presteza e discrição que sempre nortearam sua carreira.

PF sugere que dinheiro veio do jogo do bicho e bingo

Vamos acreditar. Acho conveniente para o caminhar da campanha. Vincular o PT ao jogo do bicho e bingo é o mesmo que convalidar ação do Waldomiro Diniz, como partidária. Depois das eleições voltamos a investigar melhor. OK

Texto e postura do Frei Beto merecem reparos

Primeiro, não é justo - quando aprecia a conduta de dois pecadores, por humanos (ler artigo publicado no Jornal Debate). O terceiro, poderia muito bem ser um de nós. Sua benevolência com seus companheiros petistas não revela o equilíbrio, muito menos isenção, de um bom julgador. Por outro lado, seu rigor e intolerância com pessoas que já lhes foram próximas e solidárias quando do seu calvário - igualmente não demonstra o ideário do sentimento cristão. Sua parcialidade é cristalina e fica evidente quando encontra - o certo seria dizer, cria - justificativas para os demandos, na realidade crimes, praticados em concurso por seus amigos petistas. Já com seus contrários, trata-os com rigor beirando o ódio - lembro ao religioso, não foram eles que eventualmente o espancaram. Para ser justo, poderia apenas lembrá-lo que o governo Fernando Henrique permitiu que o Banco Nacional, propriedade de seus netos, quebrasse e seus controladores humilhados e processados, pela mesma Polícia Federal e Procuradoria da Justiça que o Frei insiste em desmerecer. Outro banco, Bamerindus, do tesoureiro de sua campanha e ministro do seu governo também sofreu intervenção do BC. Portanto, não houve a leniência apregoada pelo religioso. Ainda para fazer um pouco de justiça, poderia ao menos lembrar o favorecimento ao Fábio Luiz, seu afilhado "Lulinha", por uma empresa concessionária do serviço de telefonia - Telemar - tornando-o milionário, juntamente com os filhos do Bittar, outro fundador do PT. O Frei Beto sabe, mas preferiu omitir, foram 15.000.000 de reais para um jovem ocioso, que vivia jogando video-game e acabou empresário, graças a um favorecimento escandaloso. Segundo seu critério, o virtuoso é aquele que viu seu filho enriquecer sem mérito e, ainda assim, o autor das maracutáias (segundo suas palavras) foi o presidente que não salvou o patrimônio de seus netos e o banco do patrono de sua candidatura. Então vamos ao encontro de um futuro justo e sem medo, votando em Geraldo Alckmin - que certamente nos guiará por águas mais tranqüilas (e limpas) !

Delegado responde ao presidente

Não vou nem mesmo mencionar o seu nome. Apenas vou lembrá-lo que a expressão correta é "advogado porta de cadeia". Não faz sentido "delegado porta de cadeia". O delegado sempre está por ali na espreita de prender algum petista corrupto ou manipulador de informações falsas. E, ainda, mentirosos.

Dunga e sua forma de agir

O gaúcho Carlos Caetano, cujo futebol sem grande qualidade técnica o tornou conhecido pelo apelido de "Dunga", sinônimo de pessoa pequena e orelhuda, tem uma forma particular de agir para obter os resultados buscados. Em, 1990 - durante a Copa da Espanha - omitiu-se num momento crucial e sua desídia, quando deixou de mostrar sua força diante do esteta Maradona, custou a desclassificação da seleção brasileira. Depois, integrando uma seleção reconhecidamente medíocre acabou sagrando campeão mundial, na Copa dos Estados Unidos. Num gesto de desespero - ou, simplesmente marketing - o presidente da CBF o elege novo treinador do selecionado de futebol. A sua desqualificação, não pelo caráter combativo e muito menos pela sua vivência com jogador, nesse mister pela falta de experiência anterior, surpreendeu a todos. Uma ousadia que se pratica quando, eventual prejuízo, não recairá sobre o nosso bolso - extravagância com recurso alheio. Todos nós sabemos que a seleção brasileira encontra-se fragilizada - diante da intempestiva desclassificação na Copa da Alemanha. O grupo de jogadores que a compunham estigmatizados pela derrota, face atuações sofríveis. Oportunista como poucos Carlos Caetano não se fez de rogado. Na primeira oportunidade convocou um conjunto de atletas inexpressivos - para um confronto igualmente sem história ou importância. Mas, na partida seguinte, diante da Argentina - não se fez rogado - e convocou parcela significativa do grupo que disputou o mundial. Não convocou outros, diante da irresignação de alguns. Também não é louco e muito menos rasga dinheiro - enfrentar a Argentina com o mesmo grupo que jogou contra a Noruega seria suicídio. Acabou obtendo uma bela vitória, apenas lembrando que a Argentina também passa pelo mesmo stress e dificuldades. Agora! Numa postura arrogante, pré-concebida e com propósitos mesquinhos, o treinador "Dunga" que já havia assacado contra as condições físicas e técnicas do Ronaldo Nasário, vem tripudiando sobre o atleta "Kaká". Ainda que reconheça suas qualidades e o aproveite no momento que as partidas se tornam mais difíceis, mantém um dos mais versáteis - olhe que eu sou corintinano - e completos jogadores da atualidade no banco de reservas. Outra vítima da sua sanha maquiavélica é "Ronaldinho Gaucho". Prefere Renato e seu conterrâneo Daniel Carvalho, ambos limitadíssimos. Sua disposição é clara e sua intenção é insofismável, vai afrontar jogadores de prestígio tentando indispô-los com a direção da CBF e, preferencialmente, com a torcida - contando sempre com a colaboração de uma imprensa esportiva cooptada - com vista a obter estabilidade no cargo, prestígio e alta remuneração. Sua filosofia é infantil e seus métodos são ultrapassados - ao escolher as figuras expressivas para execrar, apenas revela sua insegurança e dificuldades em conviver com pessoas mais experientes e quiçá com maior discernimento para acatar ordens e situações estapafúrdias. Até quando ? Veremos mais adiante !

Globo - viés autoritário, revela falta de compromisso com a informação

A rede Globo de televisão, através dos seus noticiários - principalmente, o Jornal Nacional - no dia de hoje , por mesquinhez ou outro sentimento menor, revelou manifesto desprezo pela informação. Omitiu acontecimento relevante e de interesse público - principalmente, para eleição do futuro presidente - ao ignorar e deixar de repercutir em seus tele-jornais o debate realizado pela Rádio e Televisão Bandeirantes, na noite de ontem - domingo. Não levou em conta o principal assunto discutido, nesta segunda-feira, em todas as esferas - política, administrativa, policial, judicial, sindical e empresarial - e pelos mais variados segmentos sociais do país. O sentimento democrático da Rede Globo é, foi e será sempre menor que seus interesses econômicos. Este episódio relembra o acordo com o grupo Time-Life, com graves denúncias contra a família Marinho, por agir com motivação estranha aos interesses nacional. Com a emancipação política e econômica do Brasil - e depois da sua redemocratização - acreditávamos que esses viés autoritário da Rede Globo já havia sido superado. Sua visão é obtusa, por querer deter a exclusidade da informação e continuar manipulando a opinião pública a seu bel prazer - adotando-nos como Homer Simpson.

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