domingo, 29 de junho de 2008

Pará - exemplo de administração petista

As mortes, em série, de crianças na Santa Casa de Belém do Pará, exigem medidas urgentes - a intervenção Federal seria a providência imediata a ser tomada. A tragédia vem de longe e a desídia do Governo do Estado do Pará nos deixa indignados. Agora, assistir a Secretaria da Saúde justificar as mortes, apenas tentando desqualificar os números fornecidos pela Santa Casa daquela Capital, apenas revela o nível da má gestão da saúde naquele Estado. O quadro, embora de calamidade pública, resume a forma petista de governar!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Juiz voluntarioso e Governo manipulador

Ilustrativo o texto "A Varig faz-de-conta", embora intempestivo. O autor, professor Fábio Ulhoa Coelha, jurista de renome, haveria de ter denunciado, à época, que a aplicação da "recuperação judicial", no caso da Varig, não poderia mesmo dar certo - face a sua incorreta aplicação. Evidente, por manifesto, o voluntarismo do magistrado Luiz Roberto Ayoub e sua disposição de inaugurar a "recuperação judicial", talvez tenha atropelado a diligência recomendada. Por outro lado, o Governo Federal, levado por um nacionalismo irracional e outros interesses inconfessáveis, forneceu os instrumentos necessários para o Poder Judiciário utilizar o instrumento legal, numa situação inadequada. O decorrer dos dias está a nos demonstrar, como muito bem descreveu o ilustre jurista, o equívoco - com passagens discricionárias, que podem ser entendidas como prepotência e arrogância, acrescida de algumas pitadas de manipulação - que acabou permeando o processo da "recuperação judicial" da Varig. Certamente a falência da empresa, por inevitável, causaria menos celeuma e quiçá menor dano!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Ministério Público, sempre chega depois...

Há mais de uma década o MST atua na ilegalidade e vem promovendo, reiteradamente, atos ilícitos - tanto no campo penal, como no âmbito civil. Aliás, o movimento nem mesmo se constituiu como pessoa jurídica, isso com o propósito de não ser acionado no âmbito cível - mas nada impedia que seus integrantes, com responsabilidade maior para seus idealizadores e dirigentes, sofressem a devida reprimenda legal na esfera penal. Lamentavelmente, o aparelhamento policial e judicial, com raras e esporádicas intervenções, quedaram-se inertes, postando-se na condição de prevaricadores, porém democratas, enquanto o MST invadia propriedades, subtraia e danificava bens públicos e privados, sempre associados em grupos para a prática de seus crimes. O Ministério Público, por sua vez, a tudo assistiu como mero espectador - talvez no aguardo da Polícia Judiciária o instrumentalizá-lo, como sempre faz, através de inquéritos policiais. Agora, no momento que o MST se revela em frangalhos, com seus acampamentos reduzidos a poucas barracas de lona-preta e contando com meia-duzia de "gatos pingados" para promover escaramuças esporádicas, surge o Ministério Público num rompante de garantidor da lei e da ordem pública para anunciar, numa ação coordenada nunca dantes observada, a promessa de colocar o MST na ilegalidade. Basta de factóides, o país precisa e reclama de ações concretas, efetivas e continuas - sem essa de cavalgar em lombo de "cavalo aguado"!

Justiça equilibra embate eleitoral

Alvíssaras à Justiça Eleitoral pela medida adotada - suspender as obras do PAC no Morro da Providência restabelece equilíbrio na campanha eleitoral que se avizinha. Flagrante o favorecimento do candidato Marcelo Crivella, idealizador do projeto, como candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Por esse Brasil a fora, medidas iguais a essa haverão de ser adotadas pela Justiça Eleitoral, visando impedir que as obras do PAC interfiram na escolha livre e soberana do povo brasileiro, quando da escolha de seus futuros prefeitos - as eleições acontecerão em outubro de 2008. Assistimos e ouvimos, com indignação, o presidente petista proclamar-se como cabo eleitoral do seu partido. em cada anúncio ou visita à obras do famigerado PAC. Certamente, não vai ser necessário a existência de mortos, para que ocorram intervenções dessa ordem - basta observar a lei eleitoral!

A inflação petista está aí...

Ninguém pode ignorar: - a inflação vem corroendo os ganhos do trabalhador brasileiro, por razões diversas. Embora demonstre em público certa preocupação, por ora, o governo petista não adotou medidas de impacto - exceção do Banco Central, subindo os juros da Selic, continua fazendo o papel antipático. Conhecendo a gênesis do atual governo, sabemos que o petismo não sabe conduzir o barco em situação adversa. Basta relembrar a experiência vivida por alguns governos petistas:- Olivio Dutra, no Rio Grande do Sul - envolvimento com "jogo ilícito", afugentou indústrias automobilística e calçadista, causando danos irreparáveis ao então rico Estado do Sul; Marta Suplicy, na prefeitura de São Paulo - promoveu o escândalo "Lubeca", instalou a máfia no transporte público, além do rombo de dois bilhões nas contas municipais, dificuldades superadas por um governo competente e pela pujança paulistana; e, Benedita da Silva, no governo do Rio de Janeiro - revelou caótica sua administração tampão, conseguiu piorar a malfadada administração "Garotinho", depois ainda causou constrangimento a um ministério que produziu uma quadrilha de "40 denunciados" e outros tantos envolvidos. Como bons apostadores, estamos pagando prá ver!

Puro populismo

Esse presidente petista não perde uma! Agora, diante da possibilidade do Fluminense sagrar-se campeão da "Libertadores", baixou nas Laranjeiras para faturar em cima. Estranho foi a reunião "as escondidas" com os familiares do rapazes mortos na "Mineira". Por certo, não quis correr o risco de ser questionado em público sobre a malfadada atuação dos militares do Exército Brasileiro no Morro da Providência.

sábado, 21 de junho de 2008

Governo se esquiva, mas pode coibir a inflação

Evidente que o tabelamento de preços e outras medidas de controle na indústria e no comércio, não serão eficientes para o combate a inflação - já assistimos esse filme antes e o governo não precisa lembrar. Também soa como falácia conclamar os empresários e consumidores a adotarem comportamento que não promovam aumento de preço - como aumentar a oferta e diminuir o consumo. O governo, por sua vez, se restringe a permitir o aumento dos juros primários - medida que o Banco Central adota, como se fosse a revelia da sua efetiva política econômica, de caráter desenvolvimentista. Enquanto isso o viés populista se mantém incólume reajustando irresponsavelmente os salários dos funcionários públicos (civis e militares), se propondo a aumentar o bolsa-família e outras concessões eminentemente assistencialistas, além de promover obras do PAC sem qualquer critério ou responsabilidade - basta observar a mega operação que a PF e Receita Federal desenvolvem no momento. Por certo, um governo responsável, adotaria outras medidas efetivas para o combate à inflação, como por exemplo realizar o corte de gastos e despesas correntes, inibir o crédito - basta evitar que o prazo financiamento alcancem 60, 70 e até noventa meses de prazo, nas compras de veículos e bens duráveis - e os empréstimos consignados, verdadeiro ardil para o aposentando incauto. Com isso, governo, empresários e população estarão firmando um pacto de responsabilidade - medida já adotada em outros momentos mais difíceis da vida nacional - este sim, voltado para o bem estar social!

Obras paroquiais

Fica claro que as obras realizadas pelo Exército Brasileiro, no Morro da Providência, atende os interesses político / eleitorais do senador Crivella - candidato à prefeito do Rio de Janeiro. Com a proliferação de obras do PAC pelo Brasil, a despeito do interesse da população ou da administração local, cada vez mais evidente que outros interesses paroquiais estão sendo atendidos. Curioso observar, que esse governo, para o bem ou para o mal, está sempre a favorecer alguém da sua proximidade, com fé no amanhã!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Defenesto o José Serra do meu voto

Mesmo contrariando interesses individuais e coletivos, já que o PSDB, nesses três governos estaduais, por motivos outros, não valorizou, tampouco reconheceu a importância da minha classe profissional, sempre acreditei nos propósitos do seu programa e, por isso, fui seu fiel eleitor. Confesso ter admirado e sentido orgulho das lideranças de Franco Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique e também do José Serra - até mesmo vibrei com o processo de privatização capitaneado pelo Sérgio Motta, embora vislumbrasse no seu perfil alguma sombra de perfídia. Em alguns momentos reconhecia no José Serra a pertinácia de um político sagaz, frio e calculista na condução das suas estratégias - até mesmo, na campanha de 2002, quando se afastou de Fernando Henrique e se propôs a enfrentar o atual presidente, por seus méritos e qualidades individuais - personalidade digna de respeito e crédito. Ainda que achasse estranho sua obcessão pela astrologia e mania de consultar seu mapa astral antes de qualquer atividade diária. Mas, agora assistindo a demarche do processo sucessório na Capital, fico estarrecido com a forma sórdita e sorrateira como encaminha a escolha do candidato "tucano". Posso até acreditar que o governador Serra esteja apenas honrando a palavra - dada por ocasião da sua candidatura ao Governo do Estado - mediante o apoio incondicional do PFL, hoje DEM, permitindo inclusive a chapa "puro sangue". Na ocasião, além de deixar a prefeitura nas mãos do vice Kassab, ainda deve ter se comprometido a apoiá-lo nas eleição seguinte - certamente já vislumbrando a possibilidade de ser candidato a Presidente na eleição de 2010. Mesmo que não encontre em Geraldo Alckimin qualidades para se ombrear a outras lideranças "tucanas", não reputo correto "cristianizá-lo" manipulando a convenção municipal do PSDB. Oportuno lembrar ao José Serra que as promessas e acordos políticos são feitos dentro de um contexto e podem perfeitamente ser rediscutidos mais adiante e até mesmo não honrados, isso se a realidade se alterar - se assim não fosse , o seu compromisso de não deixar a prefeitura para se candidatar ao Palácio dos Bandeirantes... Portanto, a partir desse episódio - independente do que venha acontecer durante a convenção - com a certeza de um eleitor indignado, o político José Serra não terá mais o meu voto, ainda que não lhe faça falta!

Onze - O número de militares envolvidos, não é por acaso

Por certo o número de militares envolvidos na chacina dos três rapazes da Favela da Providência, não é por ocaso. A menor unidade da infantaria do Exército Brasileiro é o "Grupo de Combate" - e sua formação conta com onze praças. A rigor, apenas o tenente não faria parte dessa composição e faltaria a figura do cabo (serra fila). O comandante dessa unidade é um terceiro sargento. Evidente que no caso não se tratava de um "grupo de combate", representou, isto sim, um "grupo de execução" -
infelizmente!

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