segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Oposição com escrúpulo

Os políticos que não se alinharam ao governo petista, revelam dificuldades para exercer oposição - nos moldes que o PT praticou. Acreditam - penso, que sem qualquer conotação de ordem pessoal - viver situação parecida com aquela de brigar com um bêbado. Se baterem e levá-lo a nocaute - destituíram do poder um trabalhador, de origem humilde e sem instrução - aproveitando-se de uma situação amplamente favorável. Esse mesmo pessoal, corre o risco de continuar apanhando - aliás, já levou a pior em pelo menos duas refregas - simplesmente, por se negar a brigar em pé de igualdade. O delegado Nicolau Centola por exemplo - que passou por Ourinhos - defenestrava os bêbados
indesejáveis, contumazes na bebida e alheios ao trabalho, simplesmente aplicando-lhes uma boa dose de óleo de rícino.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Jogos Regionais - modelo esgotado

Idealizado como fomentador do esporte, então amador, e voltado para a integração das comunidades, percebo - diante de algumas faixas espalhadas pelas ruas das cidades do interior paulista - que os jogos regionais alcançam a sua 51ª edição sem despertar as antigas mobilizações e engajamentos das comunidades por onde passa.

Com algum senso de observação crítica, sou levado a recuperar na memória os jogos regionais realizados na década de 50, na antiga Média Sorocabana - então envolvendo as cidades a partir de Botucatu até Presidente Prudente. Ourinhos sediou os Jogos Regionais de 1958 - ou teria sido Assis, a cidade-sede daquele ano?

É certo, que tanto uma como a outra cidade, se mobilizaram intensamente para demonstrar a melhor organização. Ourinhos inaugurava o "Monstrinho", mesmo não estando totalmente concluído - os vestiários exibiam paredes de madeira. Não só o Poder Público se dedicava à realização do evento, mas toda população se engajava e participava.

Em geral, a cerimônia de abertura era precedida de desfile, como a convidar a população para a grande festa do esporte. Ainda que houvesse a supremacia das cidades consideradas maiores - Botucatu e Presidente Prudente dominavam o atletismo, natação - sempre existia a possibilidade de outras comunidades - como Ourinhos, Assis, Regente Feijó e outras - conquistarem medalhas em esportes coletivos e até mesmo esporádicas conquistas individuais.

Mesmo assim, a expectativa da vitória existia e as competições transcorriam - ainda que houvessem embates homéricos, inclusive há registro de jogos que não alcançaram o seu termo e pelo menos uma cidade da região foi punida com suspensão - de forma intensa, mas dentro do espírito pregado pelo Barão de Coubertin - o importante é competir - a maioria, como agora, sempre participou como mera figurante.

Evidente que em determinado momento, diante do seu esvaziamento, os Jogos Regionais sofreram algumas alterações. As regiões do Estado de São Paulo foram redistribuídas - algumas cidades ganharam projeção em detrimento de outras que sofreram com a desativação das ferrovias - enquanto era estabelecido limite de idade para os atletas, com objetivo de incentivar a renovação e vedar, de alguma forma, a interferência do poder econômico.

Coincidentemente, este ano a cidade de Guarujá sediou os Jogos da sua região administrativa, envolvendo basicamente as cidades do litoral-sul. Com isso, pude observar e acompanhar mais de perto a movimentação desse evento esportivo. Constatei que a comunidade local manteve-se ausente - nem mesmo a presença de turistas durante as férias escolares despertou algum interesse pelas disputas esportivas. Apenas nas manhãs ensolaradas, foi possível notar alguma presença de público, nos jogos de vôlei na areia da Praia da Enseada. Suspeito que os ginásios, estádio e piscina ficaram restritos aos atletas, técnicos, árbitros e dirigentes.

À distância passei a imaginar e até mesmo cheguei a comentar com familiares e amigos, sobre a dificuldade de assistir um jogo de basquete, vôlei, futebol, handebol ou qualquer outra modalidade esportiva, envolvendo duas equipes sem maior aptidão ou técnica. Recordei então do confronto entre duas cidades pequenas da nossa região - envolvendo suas equipes de basquete e futebol de salão. A primeira cidade goleou a segunda no futebol de salão pelo escore de 20 a 3 e na disputada do basquete sofreu o revide com o placar de 4 a 2.

Com isso, quero demonstrar que os Jogos Regionais, nos moldes que vêm sendo realizado nos últimos 50 anos, pouco contribuiu - e se o fez, foi irrisória sua contribuição para a evolução do esporte no interior paulista - quer pelo formato da competição, por demais abrangente face a precariedade dos recursos material e humano na maioria das cidades, como pela sua realização anual.

Tal como ocorre com os jogos Olímpicos e Panamericanos, são poucas as cidades que possuem condições de sediar o evento - por conseguinte, a grande maioria fica alijada das disputas, por não dispor de equipamentos e instalações - tampouco, conta com atletas competitivos e recursos disponíveis para arcar com as despesas decorrentes.

Apesar disso, as pequenas cidades - por uma razão ou por outra, até mesmo vaidade de seus governantes ou levado por pressão da população e dos profissionais da área - anualmente montam suas equipes, em geral a reboque de contratações de atletas de outras cidades ou privilegiando filhos de políticos e correligionários (sem mérito maior), sem atentar para o alto custo do investimento e claro desperdício de recurso público, acabam representada ainda que de forma totalmente adversa ao espírito dos jogos.

Por outro lado, os resultados alcançados no decorrer de cinco décadas nos parece que foram - se não pífios - de pouca produtividade para o esporte paulista, levando-se em consideração o seu alto custo e sacrifício das comunidades envolvidas, mesmo aquelas que dispõem de instalações esportivas, equipamentos e recursos suficientes.

Há que se repensar o modelo - no ano passado a cidade de Ourinhos sediou os Jogos Regionais e amargou o quarto lugar na classificação geral, este ano, com uma delegação de 400 atletas, obteve pior resultado (5°lugar) - para se buscar a mobilização da juventude e motivar a prática desportivas há que se realizar disputas envolvendo equipes - e cidades - em igualdade de condições, de forma a poder disputar, não só para aquilatar periodicamente a evolução dos seus atletas, mas também despertar-lhes a disposição para superação dos seus limites.

Talvez incentivando e viabilizando a cada cidade, por menor que seja, buscar a sua vocação para determinado (s) esporte (s) - lembro que a cidade de Palmital, na década de 80 e 90, dispunha de uma conceituada equipe de natação, envolvendo praticamente toda comunidade e revelando grandes atletas - implementando de forma ordenada e organizada, onde os parcos recursos poderiam ser melhor aproveitados e os resultados certamente seriam concretos e visíveis.

Outra possibilidade seria a realização periódica de campeonatos, torneios ou simples disputas, envolvendo uma ou duas modalidades, de maneira a colocar em confronto cidades do mesmo porte - até mesmo para não desestimular as equipes ainda em formação ou sem o devido preparo - com vista a permitir que meçam suas potencialidades e possam evoluir tecnicamente, sem os constrangimentos e desperdícios de recursos atuais.

Sem a capacidade e disposição de esgotar o assunto, mas com a certeza de colocar, em algum momento, o tema em discussão, acredito que o incentivo para a prática desportivas - sempre respeitando as peculiaridades, capacidade e limites de cada município - passa pela viabilização de recursos aos mais carentes, implementação de atividades em nível estudantil, realização de competições restritas a determinadas modalidades e núcleos esportivos, contando com os Jogos Regionais (ou apenas Jogos do Interior), em períodos mais longos, onde certamente os resultados serão mais expressivos.

domingo, 29 de julho de 2007

Ministro Jobim - pode muito, mas não pode tudo

O ministro Nelson Jobim, recém nomeado, como todo gaúcho apresentou-se com o chapéu dobrado na testa, apetrechedo da guaiaca, espora e o inseparável punhal. Quis logo mostrar a que veio - exibiu sua destreza com as palavras, fruto da vivência na advocacia, tribunais e principalmente na política, oferecendo seu poder de mando para os subordinados e não impondo nenhum limite à sua área de atuação. Com essa postura, aportou no Aeroporto de Congonhas - vistoriou a pista, como se
fosse o seu gestor; percorreu o trajeto do avião sinistrado, na condição de perito/investigador e quis conhecer o palco do evento e as dependências do IML como pretor a averiguar o resultado dos trabalhados ali desenvolvidos. Ainda na condição de gestor da crise, foi ao encontro do governador do estado e do prefeito da capital, com a postura de estadista e com firme propósito de impor sugestões e estabelecer metas para solução do problema. Certamente, não contava com a experiência
política e argúcia do governador José Serra - evidente que se surpreendeu ao deparar com projetos elaborados pelo governo estadual e prontos para serem implementados, como a expansão dos aeroportos, trem expresso para Guaruhos e aumento da área de escape de Congonhas. Num misto de surpresa e indignação, tentou esquivar alegando não poder assumir a realização daqueles projetos e fazendo troça disse tê-los conhecidos a menos de "meia-hora". Mesmo sem confronto, bem ao gosto do
bom gaúcho, a cerimonia no Palácio dos Bandeirantes deve ter servido ao ministro Jobim apear-se do espírito farropilha e retornar à planície, certo das limitações do seu cargo - mesmo porque detém apenas o Ministério da Defesa.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Etanol e o desrespeito ao meio-ambiente

Não é de hoje que as usinas de álcool e açúcar expandem suas plantações de cana de forma indiscriminada - invadiram áreas de proteção ambiental permanente, destruindo matas ciliares e encostas. Mais recentemente, com a promessa de expansão da produção de etanol - propagada pelo governo petista como substitutivo do petróleo - assistimos a ocupação de novas áreas para o plantio de cana de açúcar. Embora houvessem denúncias, inclusive do exterior, o desrespeito com meio-ambiente continuou. A estrada do bairro Laranjal, no município de Jacarezinho, é um exemplo típico. Alí o poder público realizou excelente trabalho de proteção das micro-bacias hidrográficas - foram construídas curvas de nível e caixas de retenção (?) das águas das chuvas, assim como, o leito carroçável foi todo encascalhado, como forma de evitar a erosão. Mas, a plantação de cana de açúcar alcançou novos espaços e parte daquele serviço foi desprezado - simplesmente as máquinas das usinas ignoraram as curvas de nível e destruíram as caixas de retenção da água, para implantar novos canaviais. Pelo que foi dado observar, os órgãos responsáveis pelo serviço realizado (e destruído) e fiscalização ambiental - mesmo atuando na área - não mostraram disposição de coibir as flagrantes irregularidades ali perpetradas contra o meio-ambiente. Aliás, é bom que se diga, os pecuaristas cujas terras margeiam o ribeirão da "Água Quente" e outras nascentes também estão a contribuir para degeneração daquele excelente manancial, que abastece inúmeras propriedades - quando permitem que seus animais alcancem o leito do riacho, destruindo a vegetação existente e produzindo áreas de erosão e assoreamento. Ainda é tempo de agirmos em defesa do meio-ambiente - sem qualquer ranso ou xenofobismo exacerbado - apenas com a disposição de preservarmos boas condições para desenvolvimento dos seres vivos, inclusive os animais considerados racionais.

domingo, 22 de julho de 2007

Caixa preta - como justificar o equívoco?

É sabido que a aeronáutica resiste - até mesmo tende a inviabilizar - que o controle aéreo brasileiro seja desmilitarizado. Recentemente, os jornais publicaram declaração atribuidas ao ministro Juniti, onde o militar dizia que a atividade civil tendia a ser desorganizada - ou algo parecido. Com isso defendia a manutenção do controle aéreo sob o jugo militar. Agora, surge a notícia que dois coronéis da FAB viajaram para os EUA levando dois objetos - como sendo as caixas pretas do Airbus A320 da TAM acidentado. Apenas ao entregarem o material para exame, veio a informação que umas caixas se traduzia em um pedaço de metal retorcido. Seria oportuno indagar:- seria essa a especialização e capacidade técnica de seus oficiais de nível superior que o Ministro da Aeronáutica se referia ao jactar-se da supremacia da organização militar frente à atividade civil?

sábado, 14 de julho de 2007

Petrobrás - corrupção dos estaleiros começou em 2003

Ainda sob o impacto das vaias na cerimônia da abertura do PAN, o presidente Luiz Ignácio haverá de atribuir o constrangimento sofrido às elites. Mas, sobre a onda de corrupção envolvendo a Petrobrás e os estaleiros não poderá invocar - como sempre faz - que o malfeito vem de governos anteriores. As investigações revelaram que as "negociatas" passaram a ser realizadas a partir de 2003. Portanto, logo no primeiro ano do governo petista. Tudo indica, que será uma das suas heranças para os governos futuros - certamente, outras serão reveladas mais adiante - mas esta tem a marca e a forma do petismo.

sábado, 30 de junho de 2007

Meirelles, do Banco Central - seria o candidato de Lula!

Evidente que os motivos que levam uma pessoa a enfrentar desafios, situações de risco e vicissitudes são infinitas. Como diria Lima Duarte, nosso eterno "Zeca Diabo", os recôndidos da alma humana guardam segredos insondáveis - talvez a vaidade seja o menos insondável. No caso de Henrique Meirelles, consagrado no mundo dos negógios - chegou a presidente de um grande banco americano - ao retornar para sua origem (?) foi consagrado como o deputado federal mais voltado pelo Estado de Goiás. Ainda assim, mesmo filiado e eleito pelo PSDB, não se quedou ao convite do presidente para compor o governo petista. Acredita-se que sua condição de economista (?), homem de negócios - certamente afeito a grandes desafios, situações de riscos e até mesmo vicissitudes - deve ter sopezado os prós-e-contras ao abandonar o mandato de deputado federal, desfiliar-se do partido político que o acolheu fornecendo-lhe a legenda, para enfrentar os desvãos que um governo de esquerda prenunciava. Não há como ignorar o seu despreendimento e até mesmo reconhecer no seu gesto como manifestação de civilidade e espírito publico - revelando sua disposição de contribuir com seu conhecimento e experiência profissional na busca da melhor administração da economia e finanças do país. Mas, de tudo isso, não podemos desprezar a sua vaidade pessoal e vontade de tornar-se um homem público reconhecido - por sua inteligência, capacidade e despreendimento pessoal, voltados para os interesses nacionais. Logo adiante, no transcorrer da sua administração frente ao Banco Central, ficava claro que impôs algumas condições de trabalho para aceitar o cargo - sendo aceitas, de forma incondicional, pelo presidente eleito. Ainda que tenha contato com ambiente externo favorável, num mundo globalizado e com peculariedades que favoreceram os países emergentes, o êxito da sua administração encontra-se indissociável do seu prestígio e capacidade gerencial. Então como entender a sua aceitação - ou, seria imposição ? - em participar de uma pantomina representada pela inoportuna, por contrapudente, discussão sobre a flexibilização da infração brasileira, sugerida pelo ministro Mantega. Sugere, que teria Henrique Meirelles, ao abandonar o mandato de deputado federal, apenas adiado seu projeto político - ou, simplesmente buscado um atalho - vislumbrando, diante do sucesso de sua administração, a possibilidade de ser o escolhido pelo petista para sucedê-lo na Presidência da República. Diante do quadro que se vislumbra e a falta de compromisso do atual presidente com os seus pares - aliado ao seu pragmatismo político - mesmo não contando com a simpatia do Partido dos Trabalhadores, que sempre o criticou e nunca reconheceu os seus méritos na condução do Banco Central, não haveria grande surpresa na candidatura situacionista do ministro Henrique Merelles, por mera conveniência e evidente falta de opção - pelo menos o petismo estaria representado pelo que houve de melhor no governo Lula!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Avenida Carlos Botelho - cartão postal da cidade

Felizmente, o boulevard piracicabano está sendo recuperado - agora, repaginada a avenida Carlos Botelho deverá em breve readquirir o status de outrora. Bela iniciativa do poder público, logicamente haverá de contar com a participação da iniciativa privada e colaboração da comunidade. Fruto da invenção do urbanismo moderno, a avenida Carlos Botelho foi projetada para atender uma plêiade de cidadãos e suas famílias cultivadores do bem viver. As suas amplas pistas de rolamentos, com canteiro central florida onde se destacam as palmeiras, trazia em suas margens belas e confortáveis residências. O desenvolvimento trouxe os estabelecimentos bancários e uma rede expressiva de comércio - onde, os bons restaurantes foram se instalando e dando um novo significado ao local. Infelizmente, por um longo período, teve sua utilização desvirtuada pela presença maciça de frequentadores - de todas as espécies. Evidente que sua estrutura, dimensões e peculariedades não permitiam aquela situação - lamentavelmente, suas principais qualidades (organização, tranquilidade, sofisticação e principalmente a paz) sofreram solução de continuidade. Muitas famílias abandonaram seus imóveis, por não suportarem o vandalismo que ali imperou. Certo período, ainda no serviço público, cheguei a intervir - promovendo atuações do policiamento preventivo especializado e repressivo - inclusive sugerindo que seus freqüentadores, a maioria jovens, utilizassem as alamedas da rua do Porto como "point", mas a idéia e nem o trabalho policial prosperaram. Regozijo com a iniciativa e auguro que prospere, restabelecendo a boa qualidade de vida e o brilho do principal boulevar piracicabano - belo cartão postal da cidade.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Renan aposta no recesso de julho

Enquanto, um grupo de senadores - até mesmo da base aliada - resistem a votar o relatório na Comissão de Ética, tentando como isso prolongar a agonia do Renam Calheiros, acabam fazendo o jogo do sagaz alagoano. Está evidente que - diante da resistência de companheiros da base aliada - o Presidente do Congresso quer mais é protelar a votação do parecer do relator. Como bom jogador, aposta no período de recesso, quando os parlamentares voltam para suas bases e refletem em contato com seus problemas caseiros, chegando a conclusão que as agruras enfrentadas por Renan não são estranhas ao cotidiano da maioria. Certamente, quando retornarem no mês de agosto voltarão a ser aglutinar na defesa do suposto infrator - se não por solidariedade, vale a pena se resguardar,
ninguém sabe o dia de amanhã. Ontem, foi o Collor - depois o Roberto Jefferson e o José Dirceu, agora o Renan - amanhã quem será?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Elio Gaspari - de informação ele entende

O jornalista Elio Gaspari, colunista do O Globo e autor da trilogia sobre a Revolução de 1964, traz na sua coluna de domingo (17/06) curioso comentário sobre "Vavá", irmão do Presidente da República. Percebe-se a clara disposição do jornalista corroborar com a defesa do indigitado mercador de prestígio ou torná-lo reconhecidamente ingênuo, como quis fazer crer o irmão-presidente. Para o colunista o vazamento de informações sigilosas sobre o episódio, em conta-gostas, superou o
serviço de informações dos governos militares. Há que se respeitar a opinião de Elio Gaspari, por ser ele profundo conhecedor dos meandros do SNI, cujo arquivo particular do do general Golbery chegou às suas mãos. Na época, não se percebia essa estranha relação de confiança entre o jornalista e o mentor do indigitado órgão - que tudo sabia ! Por ora, cabe indagar:- estaria Elio Gaspari criando laços de afinidades com o submundo do governo atual para outras retrospectivas - sobre o
malfeito ?

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